Filha de Ravi e Lilith, nascida da união entre o sagrado e o profano. Possui pele de obsidiana, olhos completamente dourados e tatuagens pelo corpo — traços claros de sua mãe.
O nome “Zaria” vem de uma saudação que Ravi ouviu de comerciantes nas Scavenger Lands: “Zaria’hari, kal dena!” — uma saudação ao amanhecer após noites de tempestade. “Zaria” significa a luz da manhã, e Ravi a nomeou como “a luz da manhã que se segue à noite mais escura.”
Lilith conseguiu escondê-la de Makarios e entregou-a a Ravi numa clareira envolta em névoa. Ravi a levou ao templo do Bodhisattva Vinayaka, onde foi criada sob a proteção do espírito guardião Yamato, da leoa Shakti e de Dalila.
A natureza demoníaca de Zaria, embora adormecida em grande parte, nunca esteve completamente ausente. O local sagrado do templo a fazia sentir desconforto — nos primeiros anos, chorava incessantemente. Ravi e Yamato passavam horas recitando orações do livro do Bodhisattva para acalmá-la. Com o tempo, Zaria começou a repetir as palavras das orações.
Shakti a amamentou como uma de suas crias, tornando-se sua mãe de criação. Yamato, inicialmente relutante em aceitar uma criança com traços demoníacos, acabou se afeiçoando profundamente a ela — ensinando-lhe canções sagradas, contando histórias do Bodhisattva e velando seu sono.
Aos cinco anos, Zaria era uma criança saudável, forte, curiosa e aventureira. No seu aniversário, Ravi, Dalila e Yamato realizaram uma cerimônia especial. Ela prometeu com firmeza: “Eu serei forte, papai. Eu prometo.”