Sob o manto lunar, onde sombras dançam, Lutou o leão da neve, sua alma em balança, Um escolhido da deusa, guardião da criação, Seu fardo pesado, seu coração em solidão.

Com a ferocidade do gelo, ele brandia sua lâmina, Nas noites frias, nas batalhas sem fim, sua sina, Perdido em guerras, perdido em dor, Até que o amor o encontrou, trazendo-lhe calor.

Ela, a filha da floresta, com ternura e luz, Despertou em seu ser a esperança, a cruz, Ele, o leão da neve, com olhos de prata, Encontrou no abraço dela a paz que lhe faltava.

Compassiva e gentil, como a luz da lua brilhante, Abraçou cada folha, cada raiz, cada planta, Seu coração era um jardim, onde a vida florescia, Um eco de amor, onde a esperança renascia.

Sob a sombra das árvores, onde os segredos repousam, Dançava com a brisa, sua alma em êxtase, Uma filha da floresta, sua essência, seu lar, Nos braços da natureza, ela veio se encontrar.

Seus olhos refletiam os mistérios da mata, Cada sorriso, um conto, cada lágrima, uma fábula, Ela era a guardiã dos segredos antigos, O eco dos sussurros dos deuses escondidos.

Mas em seu peito, um dilema, um chamado profundo, Uma essência a chamava, do âmago do mundo, Um pacto selado, uma união além do tempo, Ela se fundiu à floresta, num destino sem lamento.

Partiu meu amor, para a escuridão da mata, Deixando-me aqui, com saudade, com prata, Seu coração agora é lar, para a vida selvagem, Enquanto eu, na solidão, guardo a nossa mensagem.

Assim, sob o manto lunar, onde sombras dançam, Deixo-te meu amor, minha luz, meu encanto, E que a floresta te guie, com ternura, com fé, Neste mundo de sombras, onde o destino nos conduz.

Que ela encontre na floresta, além do labirinto, A verdade que procuramos, o mistério, o instinto, E que ao partir, como eu, possa deixar sua marca, No coração da natureza, onde a vida desembarca.