Resumo Geral:

As criaturas examinadas foram encontradas no exterior de um Manse necroticamente ativo, localizado em uma shadowland. Apresentam características fisiológicas altamente mutadas, mas após cuidadosa análise, concluo que essas criaturas são, na verdade, humanos modificados de alguma forma, seja por influência ambiental, mágica ou outro fator ainda desconhecido. A estrutura corporal e os sistemas internos revelam traços humanos, apesar das alterações grotescas.


Aparência Externa:

  • Forma Geral: As criaturas são quadrúpedes, com um andar animalizado, porém suas proporções e articulações revelam que, em algum momento, poderiam ter sido bípedes.
  • Pele e Superfície: A pele é pálida, acinzentada e coberta de pequenas protuberâncias que, em análise próxima, parecem ser rostos deformados e atrofiados, provavelmente parte de um processo de mutação. O dorso de cada criatura apresenta um crânio externo, com uma vela apagada sobre ele. Não há evidências de que essas velas tenham função prática, mas seu simbolismo pode estar relacionado ao controle dessas criaturas ou ao culto associado ao Manse.
  • Olhos: As criaturas não possuem olhos visíveis. A área onde a córnea deveria estar é coberta por pele, mas, sob essa camada, há resquícios de uma estrutura ocular atrofiada. Concluo que, originalmente, essas criaturas nasceram com áreas designadas para os olhos, mas por razões que ainda não posso precisar, essas áreas foram reprimidas.

Sentidos:

  • Tato, Olfato e Audição: Estas criaturas possuem um tato, olfato e audição altamente desenvolvidos. A pele, especialmente ao redor do focinho e das extremidades, contém uma rede de nervos extremamente sensíveis, sugerindo que as criaturas podem detectar vibrações mínimas no ar e no solo. O sistema auditivo é anormalmente complexo, permitindo-lhes captar sons em frequências que escapariam a um humano normal.
  • Tolerância ao Som: Apesar da audição aguçada, essas criaturas demonstram uma resistência impressionante a sons altos e frequências extremas. Elas não parecem sofrer danos significativos com exposições prolongadas a sons ensurdecedores.

Sensibilidade à Luz:

Essas criaturas são extremamente sensíveis à luz, especialmente à luz forte ou repentina. Testes com fontes luminosas indicaram que, quando expostas a intensas quantidades de luz, as criaturas exibem sintomas de desorientação e atordoamento temporário. Curiosamente, após alguns instantes de exposição à luz, elas não apenas se recuperam, mas parecem se tornar mais agressivas e, possivelmente, mais fortes. Essa reação pode sugerir que a luz, de alguma forma, desencadeia uma resposta bioquímica que eleva seus níveis de adrenalina ou um equivalente.


Força Física:

Essas criaturas exibem força sobre-humana, comparável à força dos mais poderosos guerreiros da raça Malamet (os homens-leões). A musculatura, apesar de atrofiada em algumas partes, está adaptada para gerar grande quantidade de força com pouca massa. Seus ossos, embora de aparência esquelética, são incrivelmente densos e resistentes.


Sistema Interno e Nutrição:

Ao abrir os corpos das criaturas, ficou evidente que seu sistema digestivo é drasticamente modificado em comparação ao de um humano normal. Elas parecem ter desenvolvido um sistema especializado em nutrir-se exclusivamente de sangue. As cavidades do estômago e intestinos são revestidas de uma substância pegajosa que facilita a absorção direta de fluidos. A maior parte do sistema digestivo humano normal foi alterada ou atrofiada, sugerindo que elas são completamente dependentes de uma dieta líquida de sangue.


Mutações e Análise de Origem:

A rastreabilidade dessas mutações é difícil de determinar, mas os padrões observados indicam uma transformação progressiva e forçada, possivelmente resultante de exposição prolongada às energias necrotizantes do Manse ou de um processo de corrupção intencional. O desenvolvimento de novos sistemas sensoriais e a atrofia de outros sugerem um propósito específico para essas criaturas, talvez servirem como guardiões ou lacaios para um poder maior.


Comportamento e Hierarquia:

Há indícios claros de um comportamento hierárquico entre essas criaturas. Observações em campo mostraram que apenas o alfa se alimenta diretamente da árvore invertida, enquanto os demais se limitam ao rio de sangue que dela flui. Isso pode indicar que o alfa desempenha um papel central no controle do bando, talvez sendo ele mesmo um intermediário entre as energias do Manse e as criaturas que comanda.


Conclusão:

Estas criaturas são, sem sombra de dúvida, humanos modificados por algum processo externo ou ritual. Suas mutações são altamente especializadas, com uma adaptação que sugere uma vida de servidão sob influência de energias necromânticas. A ligação entre o Manse, o rio de sangue e a árvore invertida aponta para um ciclo de nutrição e controle que, sem dúvidas, está sustentando tanto essas criaturas quanto a própria atividade necrotizante da região.

Recomendo extrema cautela em qualquer incursão ou interação com essas criaturas. Apesar de bestiais em comportamento, suas adaptações fisiológicas sugerem que elas são ferramentas de algo muito maior e mais perigoso.


Assinado:Urza, Cirurgião-Chefe