Ano 668, Estação da madeira : Impedimento em ver as abelhas e Reunião das Vilas em Yamato

Sayri subiu na árvore mais alta que encontrou, enquanto o festival da tribo de Ubiraci começava a fervilhar ela não estava la para assistir, ao invés disso via um breve vislumbre das abelhas quando passavam por ali e iam em direção a tribo dele. O som dos tambores e das risadas misturava-se ao zumbido distante das abelhas, logo os próprios ritos da tribo em relação às abelhas começariam. No entanto, para Sayri, essa experiência estava impregnada de tristeza. Sentada no alto, com os pés balançando livremente, ela sentia o vento que trazia consigo os sons e os cheiros da celebração, mas tudo parecia distante e estranho.

Durante o tempo que passou fora de sua tribo, Sayri havia mudado. As jornadas em terras distantes e as pessoas que encontrou pelo caminho adicionaram camadas de complexidade à sua visão de mundo. Agora, voltar para casa e participar das tradições que antes a preenchiam de alegria e pertencimento, paradoxalmente a fazia se sentir mais isolada. E o que ela mais desejava agora era estar com Ubiraci e Amaterasu assistindo a esse espetáculo e não ali. 

Quando a anciã decidiu partir para o encontro com outras vilas, uma onda de murmúrios agitou a tribo dos Kin. Muitos se opunham à sua saída; afinal, era a primeira vez que ela deixava a tribo, marcando um evento histórico que simbolizava a abertura dos Kin a outras culturas.

Sayri, embora jovem, foi escolhida para acompanhar a anciã nessa jornada significativa. A anciã sabia que ela viria a se tornar uma pessoa importante e formidavel , e mais do que nunca precisava amadurecer, algo que não parecia estar acontecendo. Ao chegarem, a excitação inicial de Sayri se transformou em frustração. Ela foi isolada e trancada em um quarto.

Seu ânimo só melhorou quando Cuatemoc, veio visitá-la. Ele trazia um presente, um livro antigo, mas seu conteúdo era sombrio. O livro declarava que a raça dos escolhidos tinha origens demoníacas, uma acusação que reacendeu antigos preconceitos e medos. A própria anciã, quando confrontada com esses comentários, ficou furiosa, sentindo o peso de séculos de estigma revivendo diante de seus esforços de reconciliação.

O ambiente na reunião das tribos tornou-se tenso. A ideia de que os Kin possuíam um “sangue demoníaco” ameaçava não só a paz, mas a própria existência de sua tribo. Ainda mais com a forte presente de exaltados na região, e na frente dela um lunar, um beastmen leão que parecia ser encarregado de vigiar sua tribo. A anciã sabiam que, se não conseguissem mudar a narrativa sobre seu povo e dissipar os medos infundados, as antigas lendas de demônios poderiam selar o destino dos Kin de uma vez por todas. 

Ano 668, Estação da Fogo : Ida as cachoeiras e reencontro com Maka

Aproveitando a visita programada às cachoeiras sagradas — um local de purificação e renovação para sua tribo — Sayri viu uma oportunidade de ouro para escapar temporariamente do confinamento emocional que a sufocava, ela ansiava por um momento de liberdade.

Com o coração pesado, mas os passos leves e decididos, Sayri se esgueirou por entre as sombras das árvores, afastando-se discretamente do grupo principal. O caminho até Maka era sinuoso, margeado por flora exuberante que exalava o aroma úmido da terra molhada. As folhas das árvores formavam um mosaico de verdes que filtrava os raios de sol, criando um jogo de luz e sombra que refletia o turbilhão de sentimentos em seu coração.

Encontrar Maka não era apenas um desvio físico, mas um necessário alívio emocional. Maka, com sua experiência como exaltada, seu espírito livre e mente aberta, era alguem que Sayri começara a adimirar, principalmente por ela ter salvado sua irmã. Ao vê-la, Sayri não pôde conter o fluxo de palavras e emoções.

“Estou tão confusa, Maka,” confessou Sayri, sentando-se ao lado dela sobre uma rocha lisa à beira do riacho. “Desde que descobrimos essa suposta influência demoníaca na nossa tribo, minha mente se perde em pensamentos sombrios. E pior, sinto falta dos exaltados, dos novos amigos que fiz. Eles vivem aventuras, exploram mistérios, enquanto eu estou presa aqui, na monotonia que parece me consumir.”

Maka ouvia atentamente, seus olhos refletindo a complexidade das emoções que Sayri despejava e não conseguia compartilhar com aqueles de sua tribo. Ela sabia o quanto era difícil para Sayri aceitar a disparidade entre o que ela desejava para sua vida e a realidade que enfrentava, e mais que isso para alguém tão nova ter a responsabilidade de ser uma exaltada solar. Com uma voz suave, mas firme, Maka começou a falar, tentando tecer palavras de consolo e coragem.

“Sayri, nossa jornada é cheia de encruzilhadas. Talvez, esse seja o momento de refletir sobre o que realmente importa. Sua coragem e sua vontade de buscar a verdade são dons preciosos. Lembre-se, as águas das cachoeiras sempre encontram seu caminho, não importa os obstáculos.”

As palavras de Maka, trouxeram um certo alívio para Sayri. Juntas, elas se sentaram em silêncio, contemplando as águas que corriam, cada uma perdida em seus pensamentos. Sayri ficou visitando Maka algumas vezes enquanto a tribo fazia a lenta descida das cachoeiras. Ela até mesmo se sentiu mais animada para se reconectar com sua tribo, os poucos amigos que tinham indo nadar na cachoeira com alguns god-bloods e membros com terceiro olho. 

Ano 668, Estação da Água : Primeira embaixada

Sayri encontrou uma nova oportunidade de sair da tribo quando foi escolhida para acompanhar os scouts numa missão especial: negociar com a guilda e abrir a primeira embaixada ali. Esse encontro marcava um momento significativo, pois estabeleciam a primeira base de uma embaixada ali, criando uma fonte crucial de informações e negócios. A presença constante de negociadores e exploradores trazia um ar vibrante ao local, enchendo o ambiente com conversas em sussurros sobre acordos e alianças. Ela acha a vida na cidade da guilda tão mais interessante que a de sua tribo isolada que vivia para se manter, eles tinham jogos, tavernas, as coisas podiam ser divertidas por serem divertidas sem nenhum objetivo religioso.

À medida que os poderes de Sayri evoluíam, ela se tornava cada vez mais cética e desconfiada em relação às pessoas ao seu redor, inclusive da anciã. Saber quando cada pessoa fala a verdade e usar esse poder com frequência tem um peso muito grande de como alguém vê o mundo, sua habilidade de percepção e investigação cresciam e assim a desconfiança e a forma que ela via o mundo. O que Sayri mais desejava era abrir sua tribo para o mundo, explorar muito além do que as fronteiras tradicionais permitiam. No entanto, essa nova percepção a inquietava; a realidade que antes lhe parecia tão simples agora se mostrava complexa e sobrecarregada de nuances.

Observando a anciã controlar meticulosamente os membros da tribo, Sayri percebia que estava sendo treinada para um propósito maior. A anciã, percebendo a relutância e o crescente poder de Sayri, mostrava-lhe como ela deveria pensar e agir, preparando-a para ser uma líder. A anciã sábia que não poderia convencer Sayri facilmente no futuro e a impedir de fazer o que queria logo seria inimaginável; as vontades de Sayri poderiam se transformar em leis rígidas, em correntes que prendiam a todos, podiam levar ao fim da tribo da tríade dos deuses e em tudo que ela acreditava.

Sayri foi encarregada com o policiamento da tribo e as punições que viriam disso. A tarefa de ajudar no policiamento da tribo não era apenas um teste para Sayri, mas uma lição cuidadosamente planejada. A anciã queria demonstrar que, às vezes, a falta de misericórdia com o outro pode ser uma forma de misericórdia consigo mesmo e para um bem maior. Ao conter as pessoas e impedir que espalhassem boatos ou pensassem de maneira divergente, Sayri estava sendo ensinada sobre o peso das decisões e as consequências de liderar. No entanto, Sayri ainda não estava pronta para absorver completamente essa lição.

Ano 668, Calibração

Calibração, a calibração é seu aniversário, finalmente estaria apta para ser adulta, faria seu ritual aquele ano. Na calibração os deuses estavam mais ativos e ela conversava com eles, coisa que era infrutífera. Eles estavam mais interessados na manutenção do seu estilo de vida do que dar qualquer conselho a ela. O mais poderoso o deus caramujo é o que mais 

A Calibração era uma data muito importante para os Kin, um marco de nascimento. Para Sayri, esse momento tinha um significado ainda mais profundo, pois coincidia com seu aniversário, e naquele ano marcando sua transição para a idade adulta. Esse ano, ela realizaria seu ritual de passagem, uma cerimônia ansiosamente esperada que selaria seu status entre os membros de sua tribo.

Durante a Calibração, os deuses se tornam mais ativos. Sayri foi procurar conselho dos deuses, no entanto, essas conversas frequentemente se mostravam infrutíferas; os deuses pareciam mais preocupados com seu domínio do que em oferecer orientações verdadeiramente úteis, principalmente para o fungo e a mariposa, aquela relação era fundamental para suas existências. 

O deus Caramujo, entretanto, era uma exceção, ele era mais poderoso que os outros dois e seu domínio se estendia mais do que apenas a uma espécie, para ele a relação era conveniente mas não fundamental, ele tinha muito mais a poder espalhado pela criação nos mais diversos caramujos. Ele via as ideias de mudança dela não como uma ameaça, mas como uma oportunidade para expandir seu domínio e ele sabia que quando os outros dois vissem como a mudança traria mais seu crescimento do que manter aquele ciclo que apesar de ter sido fundamental agora era só a manutenção de seu poder, mudança era oportunidade e evolução, ele tinha muito mais maleabilidade e poder para fazer esse tipo de aposta, e os outros dois pela hierarquia acabavam abaixando suas cabeças e ouvindo. Suas conversas com Sayri eram longas e cheias de enigmas, frequentemente deixando-a mais perplexa do que esclarecida, mas sempre instigando sua mente a explorar possibilidades inéditas.

Durante a maioria dos rituais da Calibração, enquanto a tribo se envolvia em danças sagradas e oferendas aos deuses, Sayri fica encarregada de ficar de vigia, era normal os God-blooded ficarem mais afastados cuidando da segurança de um momento tão delicado. Ela se posicionava no alto de uma árvore, onde podia ver as distantes luzes da Wyld. Lá, perdida em seus pensamentos, ela refletia sobre suas conversas com os deuses, ponderando sobre seu papel na tribo e o mundo além das fronteiras conhecidas, ela imagina as abelhas e como seria realizar o que tanto sonhava. 

Ano 669, Estação do Ar : Negócios com a guilda e Rito de passagem

O ano começa pacifico, Sayri fica ocupada com as entregas dos produtos alquímicos produzidos para a guilda e rápidas entradas na Wyld para conseguir material, essas passagens se tornaram ainda mais fáceis para ela e ela conseguia pegar muito mais material e material de maior qualidade. É um começo de ano animado, com bastante retorno financeiro das negociações. 

Durante esses meses calmos, Sayri também se dedicou à leitura de diversos novos livros que adquirira na guilda, buscando entender o mundo além de sua floresta. Entre os temas que a fascinaram estava o romance, um conceito que a fez sonhar e imaginar possibilidades fora do comum em sua vida até então reclusa, e imaginar algo para ela que era até então proibido.

Na noite da lua cheia, a luz prateada cobria tudo, infundindo no ar uma qualidade quase etérea, perfeita para o ritual sagrado. Sayri, junto aos outros jovens que completaram 13 anos naquele ano, reunia-se na clareira, onde o ar vibrava com a energia das histórias antigas de coragem e as bênçãos dos anciãos. Enquanto segurava sua lanterna simbólica, Sayri sentia o peso e o orgulho desse momento. A luz da lanterna não apenas dissipava a escuridão, mas também simbolizava a luz interna da coragem que ela deveria carregar em seu coração.

Os tambores tribais, batendo em um ritmo constante e poderoso, pareciam ecoar diretamente no peito de Sayri, alinhando seu batimento cardíaco com a pulsação da comunidade. Vestida com as vestes cerimoniais que refletiam a triade de deuses de sua tribo e o terceiro olho pintado em sua testa, ela se sentia parte de algo muito maior do que ela mesma, e desde que retornara a tribo se sente parte da comunidade, inserida em sua tribo e seus costumes, ela viveu esperando esse momento. 

À medida que a cerimônia avançava e os jovens recebiam a bênção do deus fungo, a realidade do desafio se tornava palpável. A despedida das famílias foi um momento de emoção contida, com promessas de retorno. A consciência do perigo real - a morte aguardava aqueles que falhassem - instigava um temor, mas também uma resolução firme em Sayri.

Guiada pela luz fraca de sua lanterna, Sayri entrou na caverna sagrada, um lugar que desafiava os jovens a enfrentar seus medos mais profundos através de ilusões e espectros sombrios. À medida que avançava pelo labirinto, as sombras dançavam ao redor, formando figuras que representavam suas incertezas e medos. Sayri encontrou-se frente a frente com visões de perdas passadas e possíveis falhas futuras, cada uma tentando abalar sua determinação.

Com cada passo cauteloso, Sayri recitava mentalmente as lições dos anciãos e de Maka, usando-as como um mantra para manter sua coragem e se lembrando que era uma exaltada agora, diferente de qualquer outro ali. Sua lanterna, embora modesta, era uma fonte constante de conforto e orientação, lembrando-a da luz que ela deveria encontrar dentro de si mesma em momentos de escuridão.

Finalmente, ao emergir na clareira antiga iluminada pela lua, Sayri e os outros adolescentes encontraram o Guardião do Bosque. As palavras de encorajamento do Guardião não eram apenas formais, mas carregavam um peso emocional, reconhecendo a jornada individual e a coragem de cada jovem. Nesse momento, Sayri sentiu uma onda de alívio e renovação, como se as sombras ao seu redor se dissipassem, deixando apenas a clareza e a força de seu espírito recém-fortalecido. Ela era finalmente adulta. 

Ao amanhecer, encontrados adormecidos na clareira, os jovens que superaram o ritual foram saudados como adultos. As lanternas que carregaram, agora símbolos sagrados de sua jornada, seriam guardadas como preciosos lembretes da coragem que os guiou através das sombras até a maturidade.

Ano 669, Estação da Terra : Aumento de fama, Começo da histeria e venda dos beastmen morcegos

A estação da terra foi marcada por desafios e aprendizados para Sayri, período em que a Anciã aproveitou para ensinar-lhe sobre as duras realidades da liderança. A tribo enfrentava um momento de expansão e visibilidade, com a embaixada estabelecida pela guilda, a venda dos produtos alquímicos e uma campanha estratégica para melhorar a imagem do clã, explorando suas habilidades espirituais e taumaturgias para aconselhar e auxiliar as comunidades vizinhas. Esse esforço de marketing transmitia uma imagem mística e positiva dos Kin, aumentando sua influência e retorno financeiro.

No entanto, a calmaria foi perturbada por uma série de casos de histeria que começaram a surgir, causando alarme entre as tribos. Sayri foi uma das escolhidas para investigar a origem e solucionar essa crise. Ela dirigiu-se às cachoeiras, um local de poder e renovação, onde encontrou Maka e Ubiraci. Lá, discutiram estratégias para enfrentar a situação, considerando métodos tradicionais e inovadores para mitigar a doença.

De volta à tribo, com as recomendações de isolamento e diálogo aberto com os afetados, Sayri começou a implementar as medidas sugeridas por Ubiraci. Foi durante esse período intenso que ela começou a perceber uma nova faceta de Ubiraci. Ele não apenas se mostrava um conselheiro habilidoso, mas também alguém que genuinamente se preocupava com ela e com os problemas que enfrentavam juntos. Sayri notou sua crescente beleza e carisma, especialmente quando ele lidava com assuntos de seu domínio e interesse. A ideia de que Ubiraci era seu “lunar”, uma espécie de contraparte destinada, intrigava e encantava Sayri, embora ela ainda não compreendesse completamente o significado ou a profundidade dessa conexão.

Graças às medidas implementadas e ao esforço coletivo, os casos de histeria começaram a diminuir. Apesar de algumas perdas, o pior foi evitado, e a situação permaneceu contida.

As tribos vizinhas à região de Ubiraci estavam sendo atacadas por beastmen morcegos. Devido à sua proximidade da tribo de Sayri com a guilda devido ao atraso causado pela crise de histeria, ela conseguiu participar das negociações, também era uma forma de ajudar o Ubiraci e o novo solar que fora adicionado ao grupo.

Ela usou suas habilidades investigativas e contatos adquiridos através da tribo para auxiliar Amaterasu com as negociações. O objetivo de Sayri era duplo: ajudar os humanos escravos os comprando para serem libertados, ajudando Ubiraci e, simultaneamente, reforçar a posição de sua própria tribo como um centro de poder e influência na região ao fazer um negócio tão grande com a guilda, usando seus contatos. As negociações foram bem-sucedidas, resultando em um lucro considerável e muitos humanos salvos. Além disso, a fama e a importância de sua tribo foram salientadas perante outras comunidades e comerciantes. 

Ano 669, Estação da Madeira: O problema da histeria e o desaparecimento das abelhas

Enquanto Sayri continuava seu trabalho meticuloso de identificar pessoas afetadas pela histeria, garantindo que recebessem o tratamento adequado, um novo desafio emergiu para a tribo: o misterioso desaparecimento das abelhas

Determinada a resolver esse enigma, Sayri uniu forças com Ubiraci, e juntos, partiram para uma expedição prolongada na densa floresta que circundava sua tribo. Prepararam-se para acampar por um mês, levando suprimentos e equipamentos necessários para sua sobrevivência e investigação.

O acampamento foi montado em um local estratégico toda vez. Durante o dia, eles exploravam diferentes setores da floresta, procurando por sinais de colônias de abelhas ou fatores que pudessem explicar seu desaparecimento, como predadores naturais ou alterações ambientais.

As noites eram passadas ao redor da fogueira, discutindo teorias e compartilhando histórias pessoais, o que fortalecia a ligação entre Sayri e Ubiraci. A floresta, no entanto, apresentava seus próprios perigos: eles enfrentaram animais selvagens, tiveram que navegar por terrenos traiçoeiros e lidar com as adversidades do clima, que variava de chuvas torrenciais a noites frias e nebulosas.

Apesar de sua determinação e dos esforços conjuntos, o mês terminou sem que encontrassem pistas concretas sobre o paradeiro das abelhas. A falta de sucesso em sua missão foi um golpe duro para ambos, mas especialmente para Sayri, que tinha sua motivação naquelas abelhas. Isso é algo que a afeta bastante. 

Ano 669, Estação do Fogo: Ataque de grupos de beastmen e ida de Sayri para a vila de Cuatemoc

A tribo de Sayri estava em alerta máximo quando enfrentou uma série de ataques orquestrados por grandes grupos organizados de beastmen. A comunidade, embora bem-preparada para defesa, sofreu consideravelmente sob o peso desses confrontos violentos. Com estratégias e armamentos, conseguiram conter a situação, mas não sem sofrer perdas dolorosas.

Sayri, em particular, foi profundamente afetada. Durante os ataques, ela perdeu vários de seus irmãos, incluindo aqueles que compartilharam com ela o ritual de passagem à idade adulta, nascidos do mesmo conjunto de ovos. Essas perdas devastaram seu ânimo, adicionando-se ao luto já sentido pelo misterioso desaparecimento das abelhas, essencial para o equilíbrio ecológico de sua região. O impacto desses eventos sobre Sayri foi profundo, deixando-a em um estado emocional nebuloso, vacilando entre a tristeza e uma profunda sensação de impotência.

A Anciã da tribo compreendendo as profundezas do desespero de Sayri decidiu intervir, e já com planos de abrir uma embaixada na tribo de Cuatemoc decidiu investir na ideia e depois de uma longa conversa com ele o convenceu a permitir que Sayri fosse lá auxiliar a abrir a embaixada.. Ela instruiu Sayri e Uzul, a se dirigirem à tribo de Cuatemoc para estabelecer uma nova embaixada. Essa missão não só seria uma oportunidade para fortalecer alianças e expandir a influência de sua tribo, mas também uma chance para Sayri se afastar das memórias dolorosas e buscar renovação em um novo contexto e tirar informações da tribo para a anciã. 

Ano 669, Estação da Água: Histeria contida e desconfiança, Sayri na vila de Cuatemoc

Durante sua estadia na cidade de Cuatemoc, Sayri foi recebida com grande entusiasmo e cuidados especiais. A hospitalidade abundante e o ambiente vibrante da cidade forneceram-lhe um refúgio caloroso do luto e das responsabilidades de sua tribo. Em meio a esse acolhimento, ela começou a se aprofundar em seu papel como uma Solar, aprendendo mais sobre o Unconquered Sun.

A adoração ao Unconquered Sun abriu um novo panorama espiritual para Sayri, enchendo-a de um senso de propósito e direção que ela ansiava após os eventos tumultuosos em sua tribo. Ela passava horas em meditação e estudo, absorvendo as histórias e os ensinamentos de Cuatemoc, que dava tanto a ela como a Ishik diversas aulas sobre os mais diversos assuntos. 

Além das lições espirituais, Sayri dedicava-se intensamente ao treinamento físico. Acompanhada de Ishiki e Uzul, ela se engajava em rotinas rigorosas que incluíam corridas ao amanhecer e sessões de treinamento tático e de combate. Cuatemoc, por sua vez, juntava-se a eles às vezes, oferecendo sua própria expertise. Essa convivência diária com Cuatemoc evocava em Sayri só a fazia ficar mais apegada a ele e o admirar mais. 

Sayri também sentia muita falta dos amigos, quando saia com Ishiki e Uzul sempre lembrava de Ubiraci e de Amaterasu. A saudade deles era palpável, e as risadas e os momentos compartilhados com Cuatemoc e os outros lembravam-na constantemente do valor das conexões profundas e duradouras.

Em suas noites de descanso, Ishiki ensinava Sayri a apreciar diferentes bebidas, celebrando sua chegada à maioridade. Essas sessões, cheias de risos e histórias, eram momentos de alívio e descontração. Ishiki até mesmo ensina a Sayri a jogar cartas e fazer apostas, algo que vira momentaneamente um vício a Sayri até Cuatemoc puxar a orelha das duas por terem apostado até as roupas do corpo e voltando sem nada. Mas para Sayri era uma questão de tempo para pegar o jeito, ela tinha uma afinidade natural ao jogo e principalmente trapacear neles. Apesar de sua aparência ter se tornado mais madura, e sua postura mais confiante, Sayri mantinha um ar de maravilha e uma certa inocência juvenil. Seu encanto pelo mundo e sua capacidade de se deslumbrar com novas experiências não diminuíram, e essa essência de curiosidade e alegria continuava a definir seu espírito.

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