RY 670
Após os eventos catastróficos da Calibração do ano anterior, juntando com a morte de uma Solar, Ravi ficou muito preocupado com o destino da região.
Inicialmente parecia que o propósito dele estar ali era sobreviver. A fuga de Great Forks e todo o caminho para chegar ali em Zarlath Highlands parecia uma provação da sua mais nova bênção. Logo em seguida conheceu outros exaltados celestes, junto com uma cidade inteira de adoração ao Sol. Aquilo parecia responder a sua pergunta do porquê estar ali. Conhecer mais enviados do Unconquered Sun e continuar com seu caminho messiânico.
Porém, com os eventos recentes. Uma invasão demoníaca em larga escala, resultando em um combate entre duas vilas e centenas de pessoas transformadas por causa do sangue primordial. E, por conta disso, uma solar tentou investigar a solução de Snake Point para esse problema e acabou morrendo, depois de uma série de decisões inconsequentes.
Ravi nunca considerou que um ser tão sagrado pudesse ter uma morte tão mundana. E pior, escolher morrer ao invés de encarar as consequências.
Porque o Unconquered Sun escolheu a Sayri?
Ravi a achou imatura desde o início. Era facilmente susceptível à tentações. Não tinha valores de uma escolhida. Tomava atitudes inconsequentes.
Achou que talvez fosse uma questão cultural. Afinal, os kin eram considerados estranhos por todos e tinham práticas muito pouco usuais. Mas não era o caso. Era o jeito dela. E isso o intrigava.
Cuauhtemoc havia dito à Ravi que os exaltados celestes eram escolhidos para terem destinos grandiosos. Isso era mais uma prova, pra ele, do motivo de sua escolha como Solar. E dos outros também. Amaterasu é uma princesa. Mufasa é o líder dos Malamet. Ubiraci o representante do Ciclo Infinito, e sacerdote da sua vila (na visão do Ravi). Todos eram especiais dentro das suas vilas. Sayri era uma pessoa comum, com visões comuns.
Dalila disse à Ravi que as decisões dos Incarnas estava muito além da compreensão de mortais. E mesmo espíritos milenares não sonhava em tentar entender suas motivações e escolhas. O Unconquered Sun havia tido seu motivo para a escolha da Night. E isso poderia nunca ficar claro para o Zenith.
Ravi meditou muito sobre essas questões.
Talvez Sayri estivesse ali como uma ovelha. Uma ovelha vendada, totalmente perdida do rebanho, se afastando para um penhasco. Uma ovelha que achava que enxergava e por isso não andava, mas corria e pulava. Alegre por ter liberdade irrestrita e poder chegar à qualquer lugar, as possibilidades pareciam infinitas.
Ravi chegou à essa ovelha e disse que estava vendada. Disse que ela corria e pulava para lugares perigosos. Disse que ela se via como ovelha, mas na verdade ela era uma pastora, assim como ele. Era o papel dela proteger outras ovelhas, ela deveria ser o exemplo à ser seguido. Ofereceu sua mão e disse que a ensinaria. Ela, alegremente e imprudentemente aceitou.
Porém ela ainda estava vendada, ainda pulava e o pior, ainda estava perdida.
Em um momento de descuido, ela se afastou novamente do rebanho, e dessa vez o Pastor não estava perto para puxá-la de volta. O cão pastoreio correu atrás dela, para traze-la à segurança, mas já era tarde demais. Ela pulou no precipício. Ainda vendada. E infeliz.
Ravi se culpou pela perda de uma ovelha. Se culpou pela perda uma colega pastora. Se culpou pela perda de uma escolhida do deus maior.
Ele falhou.
Falhou, porém a morte de Sayri não seria em vão. Ele aprenderia com isso. Deve ter sido por isso que Unconquered Sun a colocou em seu caminho. Para mostrar a ele que ele tem que ser mais firme com seu rebanho.
A partir disso ele investiu mais tempo treinando sua oratória. Também aprendeu passos novos de dança com Dalila e também a tocar novos instrumentos. Ele fazia mais procissões em Snake Point. Fez algumas em outras vilas também.
O Culto dos Iluminados passou a ser conhecido em boa parte de Zarlath Highlands (Aumento da Influência para 4 na estação do Fogo). Nem sempre pelos mesmos motivos e reputação, mas ainda assim as pessoas ouviram falar.
Ravi estava usando seus charms para aumentar a fé das pessoas.
Suas procissões eram cada vez mais vigorosas, seus fiéis cada vez mais emotivos e mais pessoas se interessando pelas palavras proferidas. Além disso também instaurou um ódio mais visceral contra criaturas das trevas.
Dalila era contra o uso de seus poderes indiscriminadamente assim. Haveriam consequências.
As quais logo começaram a se manifestar. Uma briga na taverna por diferenças religiosas. Uma faca da no porto por conta de uma heresia. Destruição da barraca depois de um desdém sobre o messias Ravi.
Porém as consequências pareciam ser muito pequenas em prol dos benefícios.
No final do ano, as festas da Calibração do culto já eram esperadas pela maioria de Snake Point. E esse ano foi especial. A cada dia o povo se sentia melhor, se sentiam mais caridosos, sentiam mais amor ao próximo e principalmente, sentiam uma vontade absurda de parar o que estavam fazendo e adorar o maior deus de todos, o Sol acima de suas cabeças. O culto nunca recebeu tantas doações quanto naqueles 5 dias.
No último dia, por onde a procissão de Ravi passava, pessoas caíam de joelhos, louvando o Unconquered Sun e seu messias. O próprio prefeito de Snake Point acompanhou a procissão, em seguida fez um discurso de como estava feliz com a chegada dos Filhos do Sol e como eles trouxeram a iluminação junto.
Foi o final de ano perfeito, com muita festa, drogas e alegria.
RY 671
O começo do ano foi um frescor. Todos ainda estavam inebriados por causa dos charms. Ainda se sentiam caridosos com o próximo e andavam com sorrisos no rosto.
Esse frescor durou algumas semanas, até o pessoal da Guilda lembrar que doações prolongadas não é bom pros negócios. E agora tinham que correr atrás do prejuízo que a virtuosidade coletiva proporcionou.
A Guilda teve que pesar a mão nas negociações. Tendo que comercializar coisas que antes não eram tão atrativas assim.
Há 1 ano a Guilda levava pessoas para serem “curadas” pelas fadas. A maior parte delas voltavam completamente abatidas e abaladas, sem memórias concretas do que haviam experienciado. Como a investigação de Sayri havia tomado um destino catastrófico, os exaltados não voltaram a investigar essa questão de maneira apropriada. Até porque a quantidade de pessoas com terceiro olho eram limitadas.
Ravi havia acolhido, junto com Ubiraci, várias dessas pessoas “curadas” que voltavam abaladas. Ravi levava-as para o culto e oferecia um tratamento terapêutico baseado em drogas, charms e devoção. Esses eram quem viraram devotos mais fervorosos.
No começo do ano a Guilda estava não apenas convidando pessoas com terceiro olho a serem curadas, como estava oferecendo uma recompensa para quem levasse alguém com terceiro olho para eles, ou até mesmo dando informações de onde poderia ter alguém com terceiro olho.
Com isso uma onda de sequestros começou a acontecer. A recompensa por “entregar” alguém com terceiro olho era tentadora o suficiente para gerar atritos entre as pessoas. Pais perderam filhos, que tentavam esconder há um ano, maridos perderam esposas, amizades foram desfeitas.
Ano 671 - Ascending Earth
Quando Ravi ficou sabendo disso foi conversar com Eldric Burton, prefeito de Snake Point, sobre aquela atitude absurda. O prefeito ouviu o messias e disse que iria fazer algo a respeito com toda certeza. Outro mês se passou e nenhuma mudança foi feita. Ravi aproveitou que era um dia de procissão do Culto em Snake Point e foi conversar uma segunda conversa com o prefeito, dessa vez ele seria mais incisivo…
Foi assim que começou o dia que ficou conhecido como “Tormento dos Iluminados” ou “Alvorecer da Limpeza”, dependendo pra quem você perguntar.
Teerã foi enviado pelos familiares para ser “curado”. Tinha pesadelos todos os dias, acordava gritando à noite e tinha desenvolvido várias fobias. Ainda tinha memórias parciais do que havia acontecido com ele. Como aquela criatura de cabelos brancos havia tocado no fundo da sua alma. Quando voltou pra casa era uma casca vazia. As coisas ao redor não tinham cor, a comida não tinha sabor, as flores não tinham cheiro. Não havia prazer em viver.
Até que foi iluminado pelo Sol.
Ravi, o Messias, o Iluminado, o Santo, o representante do Sol, havia estendido a mão para ele e o tirado das trevas. Depois que Ravi o salvou ele percebeu que todos os prazeres da vida vem do Sol. Ele que ilumina as coisas, que faz as plantas crescerem, que provê o calor e o alento para que os humanos possam viver. O Sol que dava sentido à sua vida.
Teerã era um dos fieis mais fervorosos dos Filhos do Sol. Ele dedicou sua vida a espalhar a palavra do Unconquered Sun. Vivia e respirava os ensinamentos do Culto.
Ele havia ido até Snake Point com o Messias Ravi. Estava buscando algumas provisões em uma taverna, quando entrei ouvi uma conversa de uma mesa ao lado.
“Rapazes, acho que tá na hora de a gente visitar um daqueles mutantes dos Kin, aqui do lado. Um deles já vale uma grana boa, mas acho que se levar meia dúzia eles devem dar até um bônus! HAHAHAHAHA”
Ele reconheceu aquela voz. Era Jabar. O homem que o havia colocado na carroça e o levado para o inferno. Não iria permitir que ele fizesse o mesmo com outras pessoas.
Tomado por um ódio flamejante começou a gritar no meio do bar.
“EU NÃO VOU PERMITIR QUE VOCÊ FAÇA MAL A MAIS PESSOAS, SEU VERME MALDITO!”
Jabar olhou com ar de bêbado para o maluco gritando. Ergueu uma sobrancelha sem saber quem era aquele doido
VOCÊ VAI PAGAR POR SEUS CRIMES PERANTE AO DEUS SOL! VOCÊ É UM INFIEL E MERECE TODO CASTIGO QUE A LUZ PODE OFERECER!! VOCÊ É UM…
Jabar rumou uma caneca na cabeça de Teerã.
Como o cultista estava em menor número, apanhou como poucas vezes na vida. Só não morreu ali mesmo porque o dono do bar interviu e disse para Jabar e seus homens saírem.
“Vamos homens, temos dinheiro a ganhar.” deu um sorriso assassino e cuspiu no homem caído.
Teerã ignorou a ajuda das pessoas ao redor. Assim que conseguiu usou uma das drogas que estava no seu bolso e saiu correndo da taverna. Precisava avisar os Kin ou alguém do Culto.
Enquanto isso, Ravi estava entrando na sala do prefeito, junto com Dalila e Naezra. Eldric Burton estava comendo frutas e aparentava estar bem contente e descontraído.
A conversa começou bem amigável, os dois pareciam que iam chegar em um acordo. Até que Dalila entrou na conversa e mostrou que os argumentos que Eldric estava usando eram falhos e vagos demais. Ravi não gostou de saber que o prefeito estava tentando se esquivar do assunto novamente e começou a ser mais incisivo e acusador. Por outro lado, o prefeito não estava gostando do tom que Ravi estava usando contra ele. Começaram a bater boca e proferir palavras de baixo calão.
A coisa desandou mesmo quando o prefeito chamou Ravi de profetinha de araque e, como resposta, recebeu um soco bem dado no nariz. Os guardas pularam para bater em Ravi e os dois espíritos interviram enquanto o Zenith transbordava em fúria pelas palavras daquele infiel.
Ravi desferiu mais soco certeiro que quebrou uma perna de Eldric.
Ele começou a fazer um discurso de como aquela cidade estava infestada de marginais, corruptos e hereges, e aquele prefeitinho era a representação do quão degradada era ela. Ravi começou a usar seus charms para instaurar a crença de que ele tinha o direito de punir aqueles infieis. Por sorte o prefeito estava mais preocupado em segurar o nariz sangrando e se arrastar para longe com medo do que ouvir o que aquele maluco estava falando. Por conta do sangue ele não viu quando o caste mark de Ravi iluminou seu rosto e o solar começou a brilhar. Os guardas não tiveram tanta sorte.
Aquilo tudo durou apenas alguns segundos. O suficiente para Dalila olhar para Naezra e os dois saberem exatamente o que fazer. Dalila começou a cantar uma melodia hipnotizante e que deixou todos sonolentos, incluindo Ravi. Naezra foi rápido e preciso. Desferiu um golpe no pescoço de Ravi e o desmaiou na hora. Dalila só disse:
“Vá, eu resolvo as coisas aqui.”
O elemental pegou o messias desmaiado e pulou pela janela.
Alguns minutos antes Teerã estava correndo e gritando “OS KIN VÃO SER ATACADOS!! OS KIN VÃO SER ATACADOS!!” enquanto corria até a embaixada dos Kin. Se perceber, ele tropeçou em alguns irmãos do culto dos iluminados, mas só seguiu correndo gritando meio em frenesi e meio em êxtase. As pessoas do culto resolveram correr atrás dele pra entender o que estava acontecendo.
O jovem dobrou a esquina da embaixada e já deu de cara com Jabar e seu grupo na frente da porta. Estavam há menos de 10 metros, conversando descontraidamente com alguns dos Kin. Ele continuou correndo na direção deles e gritando “OS KIN VÃO SER ATACADOS!! OS KIN VÃO SER ATACADOS!!”, na esperança de que os Kin percebessem a armadilha.
Mas Jabar pensou mais rápido ainda. Quando ele viu o maluco que haviam acabado de surrar chegando gritando, e outros malucos pareciam dobrar a esquina ele gritou “Cuidado amigos Kin, os cultistas estão vindo atacar vocês!!”
Teerã ficou atônito com o que havia acabado de ouvir. Sua confusão foi tamanha que interrompeu a corrida e ficou sem saber o que dizer. Esse momento de paralisação foi o suficiente para Jabar avançar com a espada e perfurá-lo no meio do peito, com o mesmo sorriso no rosto.
“Acho que lembro de você…” foram as últimas palavras que Teerã escutou.
Os outros cultistas, vendo seu irmão morrendo na espada, culparam todos aqueles hereges pelo mesmo crime.
Gritaram todos juntos “Pelo Unconquered Sun!!”. Para confirmar que estavam fazendo a coisa correta, uma bola de fogo dourado enorme apareceu no céu, apenas por alguns segundos. O suficiente para dar forças a todos os Filhos do Sol.
Foi um longo dia.
Ravi não se lembrava muito bem como foi parar em sua cama, mas recebeu a notícia das consequências do que a fervorosidade dos seus seguidores causou. O que dizem por aí é que os cultistas atacaram a embaixada dos Kin para capturar eles e ganhar dinheiro. O que os seguidores dizem é que os Kin atacaram os cultistas que estavam passando perto deles. Um dos sobreviventes que presenciaram a cena disse à Ravi que viu alguém que não parecia ser um kin matar Teerã a sangue frio.
O posicionamento de Snake Point foi culpar o Culto dos Iluminados por tudo que aconteceu e cobrar uma taxa absurda pelos reparos. Também baniram o culto da cidade e tomaram o templo deles (Reach baixou de 2 pra 1). Todo o dinheiro que ganharam durante as festas da Calibração foi embora de volta para a Guilda.
A relação de Ravi com os Kin não era das melhores, isso não ajudou muito. Inicialmente os kin culparam os Filhos do Sol por matarem seus diplomatas e pôr fogo na embaixada. Mas, com mais investigação por parte de um dos magos (já que alguns dos diplomatas morreram) eles descobriram a verdade (através da magia ~~~~SHADOWS OF THE ANCIENT PAST~~~~ se alguém tiver). [dos espiões Kin em Snakepoint, conseguiram montar mais ou menos o cenário que aconteceu]
Algumas das pessoas de Snake Point, que já não gostavam dos kin, se aproveitaram da confusão e puseram fogo na embaixada. Alguns dos kin morreu no incêndio, outros na mão de cultistas, outros na mão de cidadãos da cidade. Também viram que um cultista do culto dos iluminados tentou avisar os kin antes da confusão.
Dalila tomou as precauções necessárias também. Teve que acionar o seu “contato” sideral, avisando que precisaria bagunçar algumas lembranças das pessoas que estavam na sala com o prefeito. Infelizmente, já a bola de fogo dourada no céu não tinha muito o que se fazer.
Com isso o culto tomou outro rumo. Ao invés de investir em Snake Point, decidiram expandir para o resto da região. Todo o dinheiro arrecadado do culto seria investido nisso.
Missionários seriam enviados ao redor de Zarlath Highlands para levar o culto ao sol. O objetivo era fazer com que cada missionário fossem em vilas pequenas e conseguisse fazer com que novos missionários surgissem.
As doações de Snake Point não cessaram por completo, porque ainda haviam bastante fiéis por lá, mas a dificuldade de ter que ir até as fazendas eram um impeditivo considerável.
Ravi foi conversar com Cuauhtemoc para ver se ele poderia ajudar a patrocinar essas expedições. O líder de Tepehlahn gostou da ideia e contribuiu tanto para as expedições quanto para a expansão do templo em Yamato e a construção do templo em Malamet. A expansão do templo em Yamato trouxe resultados, pois uma célula foi aberta em uma localização mais rica, e pessoas com mais dinheiro começaram a fazer parte do culto, e das doações.
Desde o ano anterior (670) Ravi havia enviado 2 dos seus 12 asseclas para aprender Enchanting em Tepehlahn. Ele julgava que amuletos de proteção seriam muito úteis contra os demônios e talvez ajudasse na luta contra Makarios. Eles ainda não haviam voltado do aprendizado, mas já faziam amuletos simples que poderiam ser doados aos fiéis mais importantes ou vendido para os mais ricos.
Aliado a isso passaram a oferecer serviços de exorcismo, caça à criatura das trevas e intermediação com espíritos. Poucos do templo conseguiam fazer esses serviços, ao mesmo tempo que eles eram os únicos da região que conseguiam fazer o serviço direito. Então cobravam caro.
Caro para os hereges e abastados. Para os irmãos (que não tinham dinheiro) era cobrado a presença deles nos cultos e que convidassem de amigos e familiares a participar.
O próprio Ravi também prestava todos esses serviços. Os serviços missionários, exorcismos, caça à criatura das trevas e intermediação com espíritos. Ele deveria ser o exemplo à ser seguido, e era.
(Foram as últimas 3 seasons de RY 671 investindo 2 de Wealth para voltar o Reach para 2)
Durante os últimos 2 anos também Ravi estava estudando para aprender a ler o livro do Bodishatva. Ele fez uma cópia e entregou para todos os exaltados celestes (também para a nova lunar, ainda vou escrever o encontro com ela e os pensamentos dele sobre isso).
No final do livro havia uma magia terrestre, uma celeste e uma solar.
[No final do livro havia uma magia terrestre. Algo indicava que haveria uma continuação… mas Ravi não conseguiu entender as instruções.]
Ele tentou aprender a magia terrestre, porque Dalila disse que ele só tinha idade para conseguir aprender até esse nível, mas falhou no caminho da humildade.
No final do ano próximo da data da Calibração Ravi fez uso da sua influência e foi mais uma vez, com Dalila e Naezra, fazer uma reunião com o prefeito.
Eldric foi receptivo e alegre. Disse que não foi nada pessoal a expulsão deles da cidade, mas que foi pressionado a fazer isso, sabe como é, tinham que botar a culpa em alguém, são negócios, política e tal… Ele não parecia ter recordação de que Ravi havia quebrado sua perna e quase o matado. Quando foi perguntado sobre uma cicatriz do nariz o prefeito ficou pensativo por alguns segundos, com o olhar meio vago, voltou a si e disse alegremente que foi numa briga de bar. Se ele tinha ficado assim, eles precisavam ver como ficou o outro cara. E caiu na gargalhada com a própria piada.
Acabou que fizeram a procissão em Snake Point na Calibração. Ravi usou controladamente seus charms, fazendo as pessoas abrirem sorrisos e suas carteiras. Arrecadaram bastante dinheiro, mas menos do que haviam no ano anterior.
RY 672
Continuou com o investimento nos missionários e nas vilas maiores por todo o ano. Levando pessoas para lugares que mal sabiam voltar.
Agora faziam eventos regularmente para arrecadação de fundos. Expandiram os contratos de exorcismo, porque agora tinham mais sacerdotes competentes.
Naezra estava treinando combatentes há anos na esperança de conseguirem formar uma milícia especializada. Estavam começando a pegar o jeito ainda, mas já impunham respeito (mais pela fama do culto e as ações do Ravi do que por prestígio próprio).
No dia exato do meio do ano, sem considerar a Calibração, do dia 14 para o dia 15 de Resplendent Wood, começaram a fazer o Festival das Chamas Eternas.
Basicamente é um festival de histórias, músicas e danças que acontecem ao redor de uma fogueira enorme. Ela queima por 25 horas seguidas, do zênite do dia 14 até o zênite do dia 15. Ravi chamou o Ubiraci para participar da apresentação. E os dois exaltados junto com Dalila fazem a abertura e o encerramento do evento.
Ao longo do dia e da noite centenas de músicas são cantadas, dezenas de histórias são interpretadas, preces são feitas ao Unconquered Sun, à Luna e aos Incarnas, assim como aos deuses locais (que apoiam ou participam o evento).
No encerramento, ao final da última dança, com a última nota prolongada sendo tocada no último instrumento, Dalila entra em meio às chamas. Todos são convidados a jogarem suas preces e oferendas na fogueira, enquanto ela diminui, como se o seu combustível dependesse daquela última nota solitária.
Assim, a nota final se perde, com o estalar da última chama. E tudo fica em silêncio por alguns segundos.
Esse festival começou a ser repetido anualmente e ajudou bastante nas finanças do Culto junto com todos os outros trabalhos realizados (aumento de Wealth 2 para 3).
RY 673
Os missionários finalmente deram retorno.
A palavra do culto foi se espalhando pela região. (aumento de Reach para 3)
O culto continuava banido de Snake Point, mas já podia fazer alguns eventos na cidade (afinal a Guilda ganhava com isso). Só não poderiam pregar no dia a dia e nem ter um templo.
Os cultistas que foram aprender Enchanting voltam e começam a ensinar outras pessoas. Eles fazem amuletos de proteção para as pessoas do templo ou vendem para ricos.
RY 674
A dedicação dos fiéis estava maior do que nunca. Ravi era tratado como São Vax e São Shen Aru um dia foram. Mesmo onde não havia pessoas do culto era reconhecido. Muitos o admiravam pela sua fé inabalável, outros pela sua competência e todos pelo seu caráter (Sovereignty 4).
Parte do dinheiro é investido na infraestrutura dos templos das vilas.
Começaram a investir na construção de um monastério que iria funcionar como um orfanato onde vão receber crianças abandonadas ou que perderam os pais e que também será um dojo de treinamento de novos monges e artistas marciais.
Naezra consegue treinar uma milícia bastante competente, com dezenas de artistas marciais. Usam o restante do dinheiro para comprar equipamentos.
Nesse ano ocorre a aventura:
Ravi doutrina os 3 homens morcego na religião que cultua o **único e verdadeiro **Sol.
No final do ano Ravi pretende ter uma nova reunião com Eldric para sugerir que adotem o Culto dos Iluminados como religião oficial de Snake Point. Pretende levar Amaterasu, Ubiraci e Dalila junto.
Assets finais:
**Reach 3****Influence 4****Wealth 3****Sovereignty 4****Military 2**
Homens Morcego + Dragon King + Essence Spiders
Com as incursões frequentes de Ubiraci, uma hora ele encontraria alguma coisa.
Uma vila relatou ataque de criaturas durante a noite anterior, mas não conseguiram dizer o que eram. Algumas pessoas haviam sumido e encontraram seus pertences e armas jogados no chão.
Conversando com alguns animais ele descobriu que havia a entrada de uma gruta por perto, mas todos estavam com medo de falar sobre o assunto e se recusaram chegar perto.
Foi com a ajuda de um esquilo bem corajoso que finalmente a encontrou.
Realmente seria muito difícil encontrar essa entrada casualmente. Mesmo ela sendo larga, estava disposta de uma maneira que a vegetação a camuflava à paisagem.
Ao entrar sentiu que aquele lugar não era um lugar qualquer. Percebeu indícios de que várias criaturas passaram por ali recentemente. E o cheiro era inconfundível.
Homens Morcego.
Se transformou em um animal pequeno antes de continuar adentrando furtivamente.
Notou ossos e carcaças de alguns animais grandes, mas um chamou sua atenção.
Caído, e com muitas lacerações pelo corpo, havia o corpo de uma criatura muito peculiar. Parecia um reptil voador humanóide. De cabeça alongada, braços com asas e corpo esguio. Algum tipo bastante peculiar de beastman, provavelmente. Usava couro de animais como armadura e um colar de ossos no pescoço. Devia ter lutado contra os homens morcego e encontrado seu fim.
Continuando mais a fundo na gruta, depois de andar alguns minutos, finalmente os viu. Contou duas dúzias de homens morcego, mas eles não estavam sozinhos. Pelo menos uma dezena de essence spiders também habitavam a caverna. No teto era possível ver casulos com tamanho de humanos adultos.
Achou que já tinha visto o suficiente, preferia voltar com reforços.
Os cinco exaltados andentraram a caverna, no dia seguinte.
Tentaram se aproximar o mais silenciosamente possível, mas os morcegos perceberam os intrusos ao longe e já se prepararam para expulsá-los.
Os lunares também percebem os inimigos se aproximando e alertam seus companheiros. A luz dos banners dos exaltados inundam a caverna. Momentos antes de iniciar o confronto Ravi diz que haviam demônios desmaterializados junto com os beastman. Ele tomaria conta deles.
A luta foi sangrenta, mas rápida. Os exaltados subjulgaram todos os inimigos em minutos.
Apenas 3 bestman sobreviveram para contar história. Foram amarrados e seriam levados para o templo dos Filhos do Sol. Ravi iria doutriná-los no culto ao Sol correto.
Curiosamente não houveram aranhas na luta.
O grupo foi até o final da caverna para descobrir que aquelas aranhas haviam sido escravizadas pelos homen morcegos. Eles haviam emboscado elas em seu próprio ninho e posto fogo em tudo para matar a maior parte delas. As que sobreviveram estavam sendo obrigadas a produzir teia para eles.
Estavam agradecidas por terem sido libertas daquelas criaturas. Ficaram mais do que felizes de oferecer aos exaltados o estoque que entregariam para seus captores. E também devolveram os corpos dos humanos que foram capturados pelos beastmans (Ravi purificou os corpos ali mesmo).
Sedução do Messias
Ano 673
A caça aos demônios era uma iniciativa do próprio messias. Procurar criaturas das trevas era uma das atividades mais rentáveis do culto. Muitos aldeões procuravam os Filhos do Sol para lidar com possessões, exorcismos, proteções e expulsões demoníacas. Mais de 9 em cada 10 dos casos não eram nada daquilo, apenas superstições e ignorância, mas Ravi resolvia todos com a mesma seriedade, sempre.
Em um dos casos, foi chamado para trazer alento a um espírito da floresta que parecia se lamentar pelas manhãs. Havia semanas que uma névoa densa cobria parte da floresta, e os fazendeiros próximos não conseguiam encontrar sua origem, mas diziam que vinha do coração da mata. Quem se aventurava por ali se perdia, retornando horas depois, exausto e com memórias vagas do que havia acontecido. O medo crescia entre eles.

Ravi adentrou a floresta pouco depois do amanhecer. O ambiente parecia normal à primeira vista, mas logo encontrou a névoa que os aldeões mencionaram. Uma bruma fantasmagórica que se esparramava pelas árvores, tornando o ar denso e pesado. Ele caminhou em direção ao centro, esperando encontrar alguma pista.
E caminhou. E caminhou. E caminhou. E correu.
A névoa, inicialmente inofensiva, começou a se adensar ao seu redor, obscurecendo sua visão e causando uma leve tontura. Ravi sentiu o desespero se apoderar dele. A floresta, antes familiar, transformou-se em um labirinto claustrofóbico. Ele limpava o suor da testa com as costas da mão enquanto empunhava suas armas, seus sentidos em alerta máximo.
Por um dia inteiro ele tentou escapar daquele pesadelo. Subiu em árvores para tentar ver além da névoa, marcou troncos e pedras para não se perder, rezou ao Unconquered Sun por orientação. Mas tudo foi em vão. Exausto física e mentalmente, Ravi acabou dormindo, rendido ao cansaço.
Acordou com um som. Uma nota aguda tocada indefinidamente. Ela oscilava levemente, aumentando e diminuindo em um ritmo hipnótico. A voz era incrivelmente bela, e Ravi sentiu que poderia dançar ao som daquela melodia por horas.
Seguiu o som, guiado como se estivesse em transe, até encontrar sua origem.
Em um pequeno lago, com menos de 10 metros de diâmetro, estava a dona da voz. Ao centro, em uma ilhota minúscula, havia uma figura de beleza inigualável. Um espírito de pele negra como obsidiana, com tatuagens e adornos dourados que reluziam à luz do amanhecer. Seu corpo parecia esculpido em mármore, com cada curva moldada à perfeição.
Ela estava de olhos fechados, sentada com os cabelos longos escorrendo pelo lado do corpo até tocar o chão. Em suas mãos, segurava uma lira dourada. A nota contínua saía de sua boca como um encantamento, e Ravi estava completamente enfeitiçado. Ele ficou ali, observando-a manter aquela única nota por minutos que pareceram horas, sem jamais precisar tomar fôlego.
Então, o silêncio.
Ravi percebeu que ele mesmo estava prendendo a respiração. Ela puxou uma corda da lira, e uma melodia suave começou a emergir. O coração de Ravi palpitou. A mulher retomou a mesma nota que o atraíra até ali, mas agora a acompanhava de uma canção. O idioma era estranho e incompreensível, mas Ravi sentiu que jamais ouvira algo tão belo.
Seus pés começaram a se mover, como se fossem puxados pela música. Ele deixou que o levassem, dançando até a beira do lago. Seu coração batia no ritmo do dedilhar da lira. Dançou por horas, até não aguentar mais. Então, a mulher diminuiu o ritmo, a música e a voz, até parar. Lentamente, abriu os olhos.
Eram dourados, com uma fenda vertical em cada órbita, como os olhos de uma gata. O coração de Ravi bateu com uma intensidade que ele nunca havia sentido antes, seu estômago revirou com uma mistura de desejo e temor. Ele estendeu a mão e tocou sua pele. Era suave e refrescante, como água fresca em um dia escaldante.
Sua boca…

Ele acordou, sozinho.
A euforia e a desorientação tomaram conta dele. Já era noite, e a névoa havia se dissipado. Aquele dia agora parecia um sonho extremamente vívido. Lembrava-se das horas que passara realizando suas fantasias mais íntimas naquela ilha de areia.
Voltou para os aldeões, que o agradeceram pela intervenção divina e prometeram participar dos próximos cultos.
Voltando ao templo, Dalila brigou com ele por ter se ausentado por dois dias. Ele havia perdido uma reunião importante com o prefeito de Snake Point. Mas ele estava ainda em êxtase, então não ligou muito.
Nos dias seguintes, Ravi não conseguia tirar a mulher de sua mente. Sonhava com ela, tanto dormindo quanto acordado. Seu corpo ansiava por ela, como o calor da juventude despertando. Cada sonho começava em ambientes aconchegantes, e ela aparecia para satisfazer seus desejos mais profundos. Eram experiências extraordinárias, e ele acordava com o coração palpitando.
Ravi estava apaixonado. E todo seu corpo demonstrava isso.
Semanas se passaram até ele ouvir rumores de outra situação semelhante. Fazendeiros de vilas distantes relataram a formação de uma névoa perto de um lago, acompanhada por uma voz que sussurrava na escuridão.
Ravi não hesitou. Largou todos seus afazeres e foi imediatamente até o local, ansioso para vê-la novamente.
Entrou na névoa e seguiu reto, direto até ela.
Lá estava, exatamente como antes, sentada, com os olhos fechados. Mas dessa vez, em vez da lira, ela segurava um alaúde dourado. Ravi não queria dançar, e ela parecia saber exatamente o que ele desejava.
Foi mais uma tarde de prazeres. Mais uma vez, ele dormiu ao seu lado. E mais uma vez, acordou sozinho e feliz.
Novamente recebeu uma bronca da Dalila por ter abandonado a caça a um Erymanthoi, que deixou algumas pessoas gravemente feridas. E novamente ele ignorou tudo. Teve um dia maravilhoso.
Dessa vez, porém, lembrava-se de ter perguntado o nome dela.
Lilith.
Teve mais sonhos maravilhosos com a moça.
Porém, com o tempo, os sonhos começaram a mudar um pouco. Lilith chegava e o sonho começava a melhorar, mas depois de aproveitarem a companhia um do outro ela ia embora e instaurava uma angústia em seu peito.
Certa noite, ele se viu dentro do templo do Culto dos Iluminados, a luz do sol banhando o altar enquanto os fiéis entoavam cânticos de louvor. Tudo parecia normal, mas uma sensação de inquietação crescia em seu peito. Algo estava errado, mas Ravi não conseguia identificar o quê.
Lilith chega e a sensação vai embora. Tudo parece mais iluminado em sua presença, contrastando com sua pele negra. Ela começa a rezar junto com seu messias. Quando acabam os dois se levantam e vão passear.
Ela está com calor e sugere que eles passem no mercado para comprar frutas.
O cenário se modifica e eles estão em frente à uma banca. Melancias, melões, laranjas, maças e diversas frutas que Ravi não conhece parecem muito suculentas. Bancas de grãos, pães, animais, panelas, móveis, armas e armaduras se perdem de vista. Donos de todos os tipos riem para os dois, anunciando produtos e barganhando preços para que provassem suas mercadorias. Tendas de todas as cores e tamanhos se estendem até onde os olhos podem ver
Estão no maior mercado que Ravi já viu.

Lilith estava sorrindo e foi com a mão para pegar uma das frutas. Ravi segurou sua mão.
Ele estava sério, suando e com o olhar preocupado. Era realmente o maior mercado que já viu. Estavam no mercado de Makarios (o demônio dos sonhos, das tentações e do comércio). Ravi já havia sido tentado por ele bem ali.
“Por que você me trouxe aqui?” Ravi perguntou, com a voz e o corpo tremendo.
Lilith desviou o olhar, seus olhos dourados escurecendo enquanto ela tentava, em vão, esconder a angústia. “Eu não tenho escolha, Ravi… Ele me obriga a trazer você. Mas por favor, não confie em nada do que ver aqui.”
Antes que Ravi pudesse reagir, uma figura imponente emergiu entre as tendas. Makarios, alto e esguio, vestindo trajes luxuosos e adornado com joias que brilhavam com uma luz própria, aproximou-se deles com um sorriso frio. Seus olhos, semelhantes aos de Lilith, mas cheios de astúcia e crueldade, fixaram-se em Ravi.
“Bem-vindo novamente aos meus domínios, filho do Sol,” Makarios disse, sua voz suave, mas carregada de poder. “Vejo que minha querida Lilith cumpriu seu dever. Este é o mercado dos sonhos, onde tudo tem um preço… inclusive a verdade.”
Ravi sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ele sabia que estava à mercê de Makarios, e Lilith não poderia protegê-lo. O mercado ao redor deles parecia girar lentamente, como se estivesse vivo, e Ravi percebeu que cada item à venda nas tendas, cada rosto entre os mercadores, era uma tentação cuidadosamente projetada para atraí-lo e corrompê-lo.
“Você sabe por que ela está aqui, não sabe?” Makarios continuou, seu sorriso se alargando. “Lilith era uma de suas devotas mais fervorosas. Ela desejava você, sonhava com você… e agora, ela pertence a mim. Tudo isso porque você a deixou sonhar, Ravi.”
Ravi olhou para Lilith, que agora tinha lágrimas escorrendo por seu rosto. Ela não disse nada, mas seu olhar implorava por compreensão, por redenção.
“E agora, você tem uma escolha,” Makarios disse, seu tom quase divertido. “Mate-a e livre-se dessa corrente que o prende, ou tente redimir a alma que você mesmo condenou. ” Soltou uma risada que ecoou pela boca de cada mercador.
A decisão pesava sobre Ravi como uma montanha. Ele sabia que qualquer escolha que fizesse teria consequências irreversíveis, e o mercado ao redor deles, com suas promessas e ilusões, parecia aguardar seu veredito com ansiedade.
Ravi tomou a decisão mais fácil. Não decidiu.
Acordou suando e teve a impressão de que escutou ao fundo a risada de Makarios.
O suor escorria por sua testa enquanto ele se sentava em sua cama, ainda sentindo o frio da presença de Makarios ao seu redor. Ele sabia que aquilo não terminaria ali, mas por enquanto, ele havia escapado.
Ravi não quis falar para ninguém sobre isso. Estava completamente envergonhado por ter sido ludibriado por Makarios, além do fato de uma de suas seguidoras ter se transformado em um demônio por sua causa. E o pior de tudo, ele havia se apaixonado por ela.
Nos dias seguintes, os sonhos começaram a retornar. Lilith aparecia, sempre tentando guiá-lo de volta ao reino de Makarios, mas agora Ravi estava mais atento. A cada vez que a névoa do mercado começava a envolvê-lo, ele conseguia despertar antes de ser completamente sugado. Lilith, em seus sonhos, parecia desesperada, mas algo em seus olhos dizia que ela sabia que Ravi estava resistindo.
Ele aprendeu a tornar sua mente resistente, mesmo em sonhos. E agora suas tentações diminuíram, junto com seus sonhos. Ainda continuava pensando em sua amada, mas não se atrevia a sonhar com ela.
Até que, em uma noite, Makarios se revelou novamente em seus sonhos. Dessa vez, não havia mercado, não havia armadilhas. Apenas um salão vazio, onde o demônio o aguardava, um brilho sinistro em seus olhos.
“Você acha que foi capaz de salvar sua querida Lilith? Que sua resistência teve algum valor?” Makarios riu, um som que cortava como lâminas. “Deixe-me mostrar-lhe o verdadeiro fruto do seu amor.”
Com um gesto de sua mão, uma figura apareceu ao lado de Makarios. Era uma criança, pouco maior que um bebê, estava parado ao lado do demônio. Era exatamente igual a Ravi, com cabelos escuros e olhos dourados, porém tinha a pele e as tatuagens de Lilith. Ravi sentiu seu coração parar.
“Sim, Messias,” Makarios sussurrou com malícia. “Este é o filho que foi gerado entre o sagrado e o profano. A criança que Lilith carregou em segredo… por minha ordem. E agora, ele é meu. O pequeno Jebediah. O tocado pelo luz. Não é adorável?”
Ravi olhou para a criança, incapaz de compreender a realidade que lhe era apresentada. Seus pensamentos estavam em turbilhão, o desespero crescendo à medida que as palavras de Makarios ecoavam em sua mente. A verdade era pior do que qualquer pesadelo.
“Agora, diga-me, o que você fará, Messias do Sol?” Makarios deu mais um passo em direção a Ravi. “Esse filho é puro o suficiente para ser salvo, ou é profano o suficiente para ser destruído? Você falhou em salvar Lilith. Falhará também com seu filho? O que o Unconquered Sun diria sobre isso?”
Lilith, a sedutora.
Motivation: Atender os desejos carnais do Messias do Sol
Essência: 3

Ela era uma humana. Foi salva por Ravi em uma missão. Virou devota do Culto dos Iluminados e adoradora do messias (recebeu a influência total dos seus charms). Tinha sonhos constantes e lascivos com ele. Makarios notou a obsessão dela por Ravi e fez uma proposta em que ela poderia realizar todos seus sonhos…
Agora era é um demônio, serva de Makarios. Mas continuou com as memórias e vontades humanas. Ainda ama Ravi. Porém, qualquer ordem de Makarios é obrigatória, mesmo que vá contra sua motivação.
Lilith vai ser colocada para torturar Ravi em momentos oportunos. Ela vive em agonia, por atormentar o homem que ama. E Ravi vive em agonia pela mulher que ama estar sendo torturada constantemente. Um divertimento duplo para Makarios.
Pode aparecer na Criação quando alguém morre no meio de uma declaração de amor (canto, dança, poema, etc.).
Consegue sentir o que Ravi deseja no momento, quando esta há (Essência) x 10m dele. Makarios não sabe automaticamente o que é, mas ele pode perguntar à ela (ela responde a contragosto e proferindo ofensas contra o demônio).
Ela usa um poder similar à magia para soltar uma névoa em uma área, que confunde e desorienta as pessoas que ela não quer que se aproxime. Quanto mais tempo fica parada cantando, maior a área. (A névoa se dissipa em (Essência) horas caso ela saia do local ou pare de cantar. A pessoa precisa de passar num teste de (Willpower + Integrity), dificuldade (Essência) para não ser afetado).
As pessoas que falham ficam perdidas na névoa por até (Essência) horas, depois disso conseguem sair ou fazer um novo teste. Na próxima vez que dormem sonham com coisas eróticas e/ou que realizam grandes feitos, mas depois descobrem que pagaram um preço alto demais (sempre termina em tragédia).
Ravi tem metade do MDV contra ela para ataques baseados em aparência ou na voz. Sempre que tentar alguma coisa contra ela tem que falhar em um teste de Compassion.
Ravi e Lilith tiveram um filho, que foi entregue aos cuidados de Makarios. A criança vai ser treinada em combate e habilidades sociais. Vai ser um adversário pro Ravi enquanto crescer.
Ravi vai lutar contra ele em todas as oportunidades, mas não dará o golpe final.
Quando o Ravi pegar essência 4 talvez vai matar o filho e vai usar isso como sacrifício celeste. (Não constituir família)
Ravi vai ter sentimentos conflitantes (Tentar redimir Lilith ou matá-la de uma vez por todas). Estou pensando se ele, quando chegar em essência 5, vai fazer um charm para desfazer a transformação demoníaca.
O sacrifício solar dele vai ser: Não amar mais (romanticamente).