Prelúdio e Interlúdios – Amaterasu
Introdução
1 Yamato – descrição breve da cidade
1.1 Personalidades importantes
1.2 Aspectos Culturais
1.3 Governo
1.4 Militar
1.5 Economia
Amaterasu
- Interlúdio após exaltação – 6 primeiros meses do ano de 667
3.Interlúdio de dois anos (668 e 669)
4 Prelúdio de 5 anos (670 – 674)
Lista de cidades independentes
Lista de filhos de Amaterasu e Tlaloc
Interlúdio anos 674 – 680
Introdução
Muito daquilo que já fui e de minhas memórias já foram perdidos na primavera dos tempos. Houve outrora tempos gloriosos de prosperidade e beleza inegualáveis, acima daquilo que a imaginação humana é capaz de sequer intuir. Naqueles tempos, os escolhidos do Sol andavam entre nós e, como faróis, nos iluminavam. Sua resplandecência era tamanha que até os mais humildes e distantes recebiam seu calor e sua luz. Esses tempos são indescritíveis: quanta riqueza, quanta saúde, quanto conhecimento! Até que o pior aconteceu e eles se foram. Aquelas chamas que iluminavam e esquentavam nosso mundo e nossas vidas foram apagadas. E cá estamos agora, totalmente perdidos e na escuridão completa.
É bem conhecida a tendência popular de se exagerar as virtudes e os feitos do passado. Quando se trata dos solares, no entanto, não só não há exagero como as lembranças de suas glórias são insignificantes perante aquilo que eles de fato fizeram. Eu reafirmo que não sou mais aquele que fui outrora, quando recebia a luz e a glória dos solares, e que muito da minha memória foi esquecida. Porém, eu ainda me orgulho de ter surgido como deus de uma cidade solar, que mais tarde se tornou a capital de um grande império. Neste momento você deve estar pensando com qual tipo de império na Criação aquele se compararia. Nenhum. Nem sequer a mesma palavra deveria ser utilizada. Toda a dinastia DB não chega nem aos pés daquilo que foi um império solar. Mas de que adianta tentar convencer alguém disso?
Quando as luzes se apagaram, eu achei que podia resistir. Achei que seria temporário. Fui perseguido, quase morto. Não, muito pior do que morto: antes tivesse perecido sem conhecer esse tempo de escuridão e sofrimento. Eu tive que fugir de meus perseguidores, e procurei os filhos do Sol durante muito tempo, nem sei ao certo quanto. E quando perdi minhas esperanças de encontrá-los, ainda continuei vagando por dezenas de gerações humanas. Eu me tornei apenas uma sombra do que fora antes, agora era um deus errante, louco, esquecido, prestes a desaparecer sem deixar nenhum rastro de qualquer existência prévia.
Por ser um imortal que envelheceu e foi desprezado, eu ganhei um conhecimento da vida humana que é raro entre meu tipo, e esse é o conhecimento do decaimento e da morte. Aqueles que são jovens sempre veem sua vida como um progresso, pois sempre há algo por vir. Isso se inverte na velhice, quando a perda daquilo que era, para a pessoa, o centro de sua vida, a leva a ficar cada dia mais distante daqueles momentos nos quais foi feliz. O auge já se foi. A família já se desmenbrou. Grande parte daqueles que ela mais ama já partiram. Aquilo que ainda sobra se desfaz dia após dia. Então a morte já não parece tão terrível, é, com frequência, almejada.
E quando eu me afastava da vida e da Criação, caminhando a cada dia em direção à morte, eu me encontrei em um vilarejo abatido pela desgraça e pela peste. Até esse momento, nem me dava conta que alguma compaixão ainda restava em minha alma morta, porém eu senti por eles e usei de meus poderes e de meus conhecimentos em medicina para curá-los. Talvez porque foi uma das solares que me ensinou como curar e usar as ervas, e eu me lembrava dela ao fazer isso, embora nem consiga relembrar seu rosto, posso me lembrar do meu sentimento por ela. Enfim, não importa o porquê, eu os ajudei. E logo comecei a ser cultuado por esses miseráveis, que apesar de não terem comida nem suprimentos em abundância, ergueram uma estátua para mim, na qual depositavam oferendas, e depois um templo.
Eu me deixei ficar e ser adorado em consolo a esses coitados, mas eis que fui consolado e agradado também. A diferença da vida que levo hoje com aquela que tive nos tempo de glória da Criação é maior que a distância de um mendigo para um rei. Porém, eu descobri que ainda assim podia sentir prazer nela. Logo aquele vilarejo cresceu e se tornou uma cidadezinha, e me vi deus de cidade novamente. Yamato é minha nova cidade. Por ser um deus envelhecido, alguma parte de mim influenciou meu povo de forma deletéria, e aqui surgiu um culto aos mortos e a fantasmas. Mas isso não importa mais. Ao decidir ficar e me contentar com essa vida, e até gostar dela, o destino me sorriu mais uma vez, e agora voltei a ter a honra e a oportunidade de ser iluminado novamente.
Tivemos tempos difíceis por volta de duas décadas atrás. Houve uma nova peste que levou muitos de nossos jovens. Até o jovem príncipe sucumbiu. A rainha de nossa cidade, Hannah, não desistiu e fez de tudo para salvar o povo, até trazer médicos e remédios do exterior. Um dia ela presidia um culto na praça principal, no qual pedia aos céus que nos poupassem, e então tudo ficou nebuloso. Ninguém sabe precisamente o que aconteceu, e aqueles que se lembram se contradizem. Vou lhes contar a versão mais aceita. No meio das preces, ao queimar das oferendas, desceu à praça aquela que é chamada aqui de “filha dos céus”, uma criatura de beleza incomparável e com olhos brilhantes que pareciam duas estrelas, embora sua descrição varie muito, e alguns ainda afirmam que se tratava de um homem. O que importa é que a filha dos céus anunciou que havíamos sido ouvidos e que nos confiaria uma criança, cujo destino estaria entrelaçado ao nosso, podendo se tornar nossa salvação. Porém, se a perdéssemos seria a nossa ruína.
Essa criança foi imediatamente adotada pela Rainha Hannah e passou a ser idolatrada pelo povo. Eu desconfiei, mas não havia o que podia fazer. A crença na criança se alastrou com mais força que qualquer peste no meio desses pobres coitados. Eu temi pelo povo e, confesso, por perder meu lugar. A criança, então, cresceu mimada e protegida de todas as formas. Por acreditarem que ela era divina, muito foi investido em sua educação. Ela demonstrava grande aptidão em tudo, estava sempre em primeiro lugar.
Aqui em Yamato há o costume do jovem, ao completar 14 anos, realizar uma cerimônia que marca sua passagem para a vida adulta. Essa cerimônia é reservada à família e eu sempre participo. Por ser adotada pela rainha, nessa cerimônia, a jovem Amaterasu recebeu também o título de princesa herdeira e, ao completar a cerimônia, no momento em que os jovens pedem minha benção e condução na sua vida adulta, ela exaltou. Fui, então, eu quem me ajoelhei diante dela e pedi que me guiasse, mas ela me fez levantar e pediu para que eu não rompesse com a tradição. Então a cerimônia continuou.
Desse momento em diante, eu passei a fazer de tudo para guiar Amaterasu em seu caminho. Foi então que entendi o porquê de não ter morrido, a razão de ter me estabelecido aqui, e pude agradecer por minha vida. Finalmente entendi que, mesmo o mais rigoroso dos invernos, é seguido pela primavera.
Izanagi, o deus-velho, deus de Yamato
1 Yamato – descrição breve da cidade
Yamato é uma cidade ligada à tradição, onde se valoriza família, culto aos ancestrais e cerimônias religiosas. Os idosos são valorizados, inclusive os jovens se vestem e se comportam de modo a parecer mais velhos. A comunidade é agrária e tem conhecimento de ervas, tanto de usos medicinais como recreativos. Assim, seus principais produtos comerciais são agrícolas, plantas medicinais e drogas.
1.1 Personalidades importantes
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Izanagi: O deus de Yamato se chama Izanagi e assume uma forma de ancião. Ele adora contar histórias e ensinar o uso das ervas. Ele costuma aparecer em rodas formadas em volta da fogueira para fumar, jogar gamão e dar conselhos. Alguns dos itens mais ofertados a ele são cigarros e uma boa história. Ele também é conhecido pelos nomes “deus-velho” e “honorável avô”.
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Rainha Hannah: tem cerca de 50 anos e perdeu seu marido e filho em uma peste que atingiu a cidade há 18 anos atrás. Ela também é bastante ligada à tradição. Logo depois, ela adotou a princesa Amaterasu, hoje com 15 anos.
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Sato: é o fantasma do fundador da cidade. Quando Yamato antiga pegou fogo, um dos irmãos do líder da cidade a reergueu, tornando-se seu fundador e primeiro rei.
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Oda: foi uma das primeiras rainhas da cidade e a governou em um período própero, no qual floreceram a literatura e a arte, depois perdidas. Há várias histórias sobre a antiga governante da era de ouro de Yamato. Como governante, era da família de Sato. Seus decendentes mais novos fundaram uma nova família em sua homenagem.
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Miura: na grande guerra contra os raksha, a general da cidade se levantou com punho de ferro e salvou Yamato da destruição. Várias canções contam seus feitos.
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Pítia: É uma sacerdotiza considerada como oráculo e constantemente consultada pelo povo e pela família real. Quando a Pítia morre, se acredita que ela reencarne no próximo bebê do sexo feminino que nasce em Yamato. Essa criança também recebe o nome de Pítia e é treinada em astrologia, ocultismo, magia e medicina. Seu treinamento e criação é conduzido por uma ordem bem restrita de mulheres que possui essa finalidade, chamada de irmãs do fogo. Algumas jovens nobres são enviadas para serem educadas nessa ordem.
1.2 Aspectos Culturais
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Respeito aos mais velhos: em Yamato, os mais velhos são respeitados e sua opinião é mais respeitada (considerando a classe classe social). As famílias são lideradas pelo membro mais velho. Os filhos mais velhos são privilegiados e, em geral, recebem a maior parte da herança. Em uma mesma classe social, os mais velhos passam na frente em situações de fila.
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Organização por famílias, classes bem delimitadas: grande parte dos assuntos cotidianos são decididos dentro das famílias, inclusive crimes e julgamentos. O governo rege assuntos que envolvem mais de uma família. As famílias possuem estrutura complexa, sendo que uma família engloba várias sub famílias, tendo ramos principais e secundários. Há sub famílias de servos dentro de famílias nobres que servem a família principal.
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Manuteção do culto aos ancestrais: As famílias costumam ter culto aos ancestrais e há 3 fantasmas maiores adorados como ancentrais de várias famílias: Oda (mulher), Sato (homem, o fundador da cidade) e Miura (mulher guerreira). Eles aparecem todos os anos na festa de aniversário de Yamato. Existe uma obrigação de ter filhos para que estes continuem o culto aos ancestrais. No caso, é permitida a adoção, inclusive em idade avançada.
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Aqueles que carregam o sangue antigo: os filhos de fantasmas gozam de privilégios dentro da sociedade. Embora a mobilidade social seja baixa para a maioria da população, eles geralmente são adotados por uma família nobre.
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Festival dos mortos na Calibração: durante a Calibração, quando os fantasmas tem maior acesso à Criação, é realizado o festival dos mortos. Primeiro há um grande desfile, como se fosse um Carnaval, depois há festas dentro das famílias, que se organizam para receber os parentes que retornam.
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Não há sobrenomes: Embora a sociedade seja toda estruturada ao redor das famílias e da ancestralidade, os povo de Yamato não usa um nome da família juntamente com o seu próprio. As famílias são referidas por meio de seu fundador, por exemplo, “Noah, da família de Dan, soldados da família de Sato”.
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Maioridade aos 14 anos: Os cidadãos de Yamato são considerados plenamente adultos ao completarem 14 anos. Em geral, é realizado uma cerimônia reservada à família e ao deus Izanagi, no qual os jovens pedem a benção do deus e a condução deste em sua vida adulta.
1.3 Governo
O poder dentro das famílias (incluindo as sub famílias) é praticamente absoluto em relação aos seus membros, tendo essa o poder de vida e morte sobre os seus. Assuntos que dizem respeito a todo o vilarejo e envolvem mais de uma família são governados pela família real. Nesses assuntos, como Sato governou a cidade como um rei absoluto, o rei ou a rainha de Yamato são também absolutos em suas decisões, embora seja esperado que ouçam o conselho interno e a assembléia dos anciões como seus conselheiros.
O conselho interno é formado pelos três fantasmas ancestrais principais (Oda, Sato e Miura) e pelo deus da cidade (Izanagi). Cada um dos fantasmas é patrono de uma das ilhas, que levam seus nomes (ilha de Oda, ilha de Sato e ilha de Miura) sendo que Sato é patrono da ilha principal e fundador da família real, também conhecida como “família do fundador”.
A assembléia dos anciões é formada pelo líder de cada uma das grandes famílias. O líder geralmente é o membro mais velho do ramo principal da família, sendo que cada uma possui suas regras de eleição do líder, podendo a liderança passar para os filhos do sucessor, para os irmãos, ou para alguém escolhido.
1.4 Militar
A patroeira do exército de Yamato é a fantasma Miura, que foi sua general em um tempo de guerra. É comum que os militares prestem culto a ela. Por Yamato ser um conjunto de ilhas, sua força principal é a marinha, possuindo alguns barcos de guerra.
1.5 Economia
As principais atividades são agricultura, pecuária e pesca. A cidade produz plantas medicinais que foram cultivadas pelo deus Izanagi, que tem um conhecimento avançado nisso. Yamato é quase auto suficiente, mas há algum comércio com a guilda em busca de itens raros. Além da venda de algumas plantas medicinais raras, há uma planta de chá com sabor muito especial que tem crescido bastante.
A cidade também possui ouvires e joalheiros muito bem capacitados. Atualmente, as vendas de artigos de luxo como joias e porcelanas pintadas à mão com ouro tem crescido muito. Um dos artezãos mais famosos foi contratado pela guilda nos últimos anos para desenvolver toda uma série de armas de luxo, inclusive uma armadura inteira ornada com jóias. Como o comércio é realizado estritamente por meio da guilda, não se sabe ao certo quem o contratou.
Amaterasu
O povo de Yamato acredita que a princesa Amaterasu foi um presente dos deuses dado à cidade, e também a cultuam como um ser divino. Ela teve o máximo de educação possível naquele pequeno vilarejo. Ao exaltar, o deus da cidade passou a ser seu tutor. Sua exaltação ainda não é conhecida do público. Como ela foi criada como um presente divino, ela acredita ser especial e ter um papel importante no destino de Yamato. Amaterasu exaltou como uma solar da casta eclipse no terceiro dia da Calibração do ano de 667.
Retirado do diário de sessão:
No primeiro dia da Calibração, a vila Yamato tem um desfile dos mortos. Durante o evento, a Rainha Hannah cai doente. Amaterasu é informada pelo deus Izanagi e pelos fantasmas ancestrais de que essa doença era mágica e foi colocada na rainha por um fantasma que desejava ser adorado como os ancestrais. Amaterasu tem então que escolher entre 3 opções:
- Adorar esse fantasma, apesar de ser contra a tradição da cidade e de ser informada que sua mãe não sucumbiu a isso nem para evitar a morte de seu marido e filho,
- Declarar guerra,
- Trazer uma planta especial para Izanagi tentar um ritual de cura.
Escolhe a terceira opção e parte para encontrar o povo Kin. Lá é informada que apenas ela teria a permissão de entrar, então deixa seus guardas no barco. Conhece Sahr e a líder do povo, a anciã The Seer. Sahr parte para pegar a erva e volta no outro dia. Amaterasu retorna a Yamato juntamente com Sahr, que pedirá o pagamento quando for a hora. O ritual não é o suficiente para curar a rainha. Amaterasu declara guerra e faz um discurso de motivação para as tropas, exaltando durante o discurso. Sahr decide seguir o povo de Yamato na guerra. O fantasma é derrotado e Amaterasu leva os créditos. Uma sombra declara que é Sahr. Depois é descoberto que ela exaltou como solar da casta night. O deus velho leva ambas exaltadas para seu sanctum para explicar mais sobre os solares, e as duas ficam lá treinando suas novas habilidades. Ele as adverte que seria melhor manter segredo sobre a nova condição.
2. Interlúdio após exaltação – 6 primeiros meses do ano de 667
Diário de Amaterasu
Por ser princesa de Yamato e por ter sido profetizado que eu teria um papel ímpar no destino de meu povo, eu sempre senti uma obrigação muito grande de me desenvolver e de ser uma boa aluna naquilo que eu deveria aprender. Eu sempre tive que me esforçar para que quando chegar a hora, eu esteja a altura do desafio. No meu interior, sempre tive um certo medo de fracassar e de descobrirem que eu nunca fui tão especial quanto deveria. Porém, no meu entendimento, ainda haveria muito tempo até eu precisar me provar. Esse tempo parece ter chegado décadas antes do que eu esperava.
Minha mãe caiu doente e quase morreu, e nessa hora tive que comandar meu povo e tomar decisões. Então recebi uma benção do deus do Sol, Unconquered Sun. A garota que me ajudou, encontrando uma erva mágica que poderia salvar minha mãe, Sahr do povo Kin, também recebeu essa benção. Isso é chamado de exaltação. O deus velho nos explicou que somos destinadas a sermos líderes de toda a Criação, não só de nossas cidades.
Eu sempre tive minha mãe e os ancestrais como exemplos daquilo que eu deveria atingir. Agora o destino me incubiu de ser maior do que eles, maior do que o próprio deus Izanagi, e eu não tenho parâmetros ou exemplos a me inspirar. Estou me sentindo perdida. Decidi que preciso, ao menos, aprender sobre outros povos, regiões e culturas. Pois se preciso ser maior do que qualquer um de meu povo, vou precisar de algo a mais do que aquilo que posso encontrar aqui.
Assim, eu consegui um barco e um grupo que nos acompanhará em nossa viagem, Sahr e eu. Eu acredito que há um motivo pelo qual exaltamos solares juntas, então a pedi que continuemos juntas em nossa caminhada. Muitos cidadãos se voluntariaram para nos acompanhar, escolhi 5 guardas, um capitão para o navio e dois marujos.
Como um sinal do destino, assim que decidi fazer minhas viagens, fomos convidados para um evento em Tepehlahn, que foi a primeira cidade a ser fundada por antigos cidadãos da primeira Yamato. Essa cidade é muito fechada, é a primeira vez que recebemos esse tipo de convite. Eles também informaram que haverá um torneio de artes marciais, assim nós escolhemos dois de nossos melhores artistas para lutar lá.
Mês 1
Amaterasu passa a maior parte do tempo no sanctum do deus Izanagi, ouvindo suas histórias sobre os solares, sobre a Primeira Era, trenando seus poderes e conversando com Sayri sobre o novo estado de ambas. Inicia a prática de meditação duas vezes ao dia, a primeira sob o Sol, com o objetivo de se conectar com ele, a segunda sobre sua exaltação e seus poderes.
Como Amaterasu não tinha essencia desperta antes, sua maneira de enxergar o mundo se ampliou bastante. Ela tenta explorar esse novo aspecto de seu ser. Nisso, Sayri a ajuda bastante pois já tinha essência desperta antes de exaltar. Amaterasu percebe que Sayri se surpreende muito com objetos que considera artigos de luxo, como almofadas e roupas de seda, e tenta proporcionar o máximo para ela.
Mês 2
Nesse mês, ela busca conhecimento sobre Unconquered Sun na biblioteca e por meio da compra de livros. A maior referência que obtém são livros de navegação que descrevem o comportamento dos astros. Entretanto, consegue um antigo livro de poemas sobre os deuses celestes. Ela passa a incluir esses poemas em suas orações pessoais para o Sol.
Talvez por influência das histórias do deus velho, começa a sonhar com uma vida diferente, em outra cidade. Nesses sonhos, ela usava uma jóia que era um colar no formato do Sol, ela encomenda um igual ao ouvires (aquele da imagem da personagem). Ela percebe que alguns personagens se repetem entre seus sonhos e tem sentimentos diversos sobre eles.
Nesse mês, ela começa a apresentar sua cultura e tradição para Sayri, e viaja pela ilha principal (de Sato). Começa a reunir uma equipe para viajar pelas outras ilhas. Ela também demonstra muito interesse pela cultura de Sayri, mas ela é resistente a falar disso no começo.
Mês 3
As solares e sua nova equipe viajam pelas outras duas ilhas de Yamato. Amaterasu foca em ensinar Sayri sobre a tradição de seu povo, e conta como eles reconstruiram a cidade e continuaram honrando seus ancestrais, mesmo depois que a cidade pegou fogo e que a maioria da população e seus líderes a abandonou. Ambas confiam mais uma na outra, e Sayri se abre mais sobre sua cultura e sua tradição.
Amaterasu fica fascinada com a cultura dos Kin, pois começa a enxergar um novo ponto de vista. Um povo tão diferente do dela, que não tem lugar fixo, uma forma completamente diferente de viver e enxergar o mundo. Ela percebe que muito daquilo que aprendera sobre os Kin em Yamato era esteriotipado e meio preconceituoso, e entende que a visão que tem de outros povos também deve ser. A partir desse conhecimento sobre os Kin, Amaterasu decide que tem que aprender mais sobre outros povos e sobre a Criação, já que o deus velho diz que elas deverão ser rainhas de toda a Criação.
Mês 4
Após viajarem pelas ilhas, Sayri propõem ir até o continente e andar um pouco pela floresta. Ela queria beber um chá cuja planta poderia ser encontrada na região. Elas fazem essa breve jornada e é quando Amaterasu aprende o básico sobre como sobreviver na floresta. Elas retornam à ilha principal e aos treinamentos com o deus. Ela ensina Sayri algumas coisas sobre a Shadow Land da cidade. Termina de reunir a equipe que irá viajar com elas.
Amaterasu ajuda em algumas negociações e burocracias para a construção da Escola Naval. No meio das negociações para compra de livros e contratação de professores, alguns navios mercantes vem até Yamato. No meio do carregamento, havia um artefato que a tripulação tinha pego como pagamento de um cliente que ficou devendo, e pelo qual os marinheiros não se interessavam, então surge a oportunidade de adquirir. O artefato é um pequeno broche no formato de uma flor de cerejeira, e que faz sua portadora ficar extremamente cheirosa, de uma forma que deixa as pessoas ao redor até um pouco embriagadas ou hipnotizadas.
Mês 5
O povo Kin chega perto de Yamato e as solares se preparam para ir ao seu encontro. Ela compra presentes e prepara um festival de recepção para a tribo nômade. Há a luta contra a besta que atacava as ilhas (interlúdio da Sayri). A Seer também considera que existe uma razão para ambas terem uma exaltação tão rara no mesmo dia e lugar, e medita sobre isso. Amaterasu passa alguns dias entre os Kin até que eles chegem em Yamato. No começo, ela se sente um pouco desconfortável pois nunca teve uma vida simples, mas depois se acostuma e fica impressionada com o modo de vida dos Kin.
Mês 6
Os Kin chegam em Yamato e são recebidos com um festival em sua homenagem. A Seer propõem uma aliança entre os dois povos, que é bem recebida em Yamato. Com a construção da Escola Naval, os Kin poderiam ajudar muito com seu conhecimento sobre viagens e coméricio. Já para os Kin, seria uma oportunidade de ampliar seu comércio, influência e conhecimento.
Como primeiro movimento da aliança, os Kin fornecem mapas melhores e mais detalhados à cidade de Yamato, além de descrições regionais e de rotas de comercio, uma vez que são um povo nômade e têm muito conhecimento sobre isso. Em contrapartida, eles recebem ações dos futuros barcos comerciais e poderão usar, alugar ou vender uma porcentagem da carga dos navios.
Yamato
Apesar dos cidadãos não saberem ao certo o que aconteceu, após presenciarem uma exaltação solar, uma energia de positividade e glória foi implantada no povo da cidade, que tenta expressar aquilo que ocorreu na forma de ações que engrandeçam a região. Assim, Yamato está passando por uma onda de ânimo e positividade, apostando em um futuro próspero.
Com a notícia da viagem da princesa, muitos jovens se alistaram para a expedição. Especialmente, alguns nobres da cidade ofereceram seus jovens planejando que façam amizade com Amaterasu que os favoreça no futuro, talvez até com um casamento.
Ações do começo do ano 667 (já jogadas)
Treinar tropas
Com a vitória na guerra contra os fantasmas, o ânimo da população aumentou muito, fazendo com que muitos jovens se alistassem à marinha e ao exército.
Aumentar cultura
Aproveitando o novo ânimo militar da cidade, foi iniciada a construção de uma Escola Naval.
Obter informações
A população está comentando que a princesa recebeu uma benção do deus velho de Yamato na guerra (aparentemente, não sabem que foi do Sol). Também estão comentando sobre a viagem que ela pretende fazer e sobre quem é Sahr.
Segundas ações do ano de 667 – durante o interlúdio (próximas ações)
Aumentar cultura
O casal de filhos da Almirante de Yamato foi enviado há alguns anos atrás para serem educados fora da cidade, frequentando escolas e universidades navais, de guerra e comércio. Eles retornam à cidade agora, ajudando na construção do currículo da Escola Naval e agregando o conhecimento do comércio naval. Assim, a Escola será divida em dois currículos, o de guerra e o mercante. Utilizando os contatos adquiridos pelos jovens, a cidade investe em trazer alguns professores e livros para a Escola Naval.
Rise in stature
A reunião das vilas em Yamato, a vinda de professores e a construção da Escola Naval inspira músicas e anedotas de que em Yamato está florecendo uma era de ouro. Os comerciantes e viajantes artísticos espalham essas músicas na região, fazendo com a audiência acredite de que a cidade está vivendo uma época de prosperidade. Principalmente, a música que Ubiraci fez para o casamento de Amaterasu foi tão bem composta que virou hit na região, criando muitas expectativas.
Espionage
Por causa do convite para o evento, Yamato tenta obter mais informações sobre Tepehlahn. Como essa cidade é muito fechada e de difícil acesso, Yamato adota a estratégia de obter informações não apenas em Tepehlahn, mas principalmente em outras regiões e cidades ao redor, afinal as informações que temos de lá provavelmente são distintas das que as outras cidades possuem. Além dos atos de espionagem, como as demais cidades também foram convidadas para o festival e também estão buscando mais informações sobre Tepehlahn, Yamato adota um esquema de troca de algumas informações.
3.Interlúdio de dois anos (668 e 669)
Ano 668, estação do fogo
Desde que Amaterasu atingiu sua idade adulta aos 14 anos, já haviam preparativos para que fosse realizado um casamento, assim seu casamento com Tlaloc pôde ser feito rapidamente, em um mês. Ela convenceu sua mãe de que seria fundamental para o casamento se pudessem viver os primeiros anos em território neutro, não em um lugar em que ela mandasse em tudo e ele pudesse eventualmente se sentir inferiorizado. Após o casamento, os recém casados fazem uma turne por Yamato e passam uma semana em Tepehlahn, onde são oferecidos presentes e apresentações artísticas.
Particularmente, a música desenvolvida por Ubiraci vira hit em toda a região e é sempre tocada nos eventos em homenagem ao jovem casal.
Logo depois, o casal se juntou à expedição de Mufasa. O capitão também era de Yamato, e Amaterasu se empenhou para aprender tudo o que podia com ele, pois a navegação é um aspecto da tradição de Yamato, e ela entende que como futura governante da cidade, saber navegar é honrar essa tradição.
Ano 668, estação da água
Amaterasu volta a sonhar com outra vida e, talvez por causa de seu casamento, com um homem que ela ama muito nos sonhos. Pela primeira vez, ela percebe que tem outro nome nesses sonhos, se chama Lyra. Há outro homem que também aparece bastante e que ela sente no seu interior que ela pode confiar nele. Ele é um lunar que a faz lembrar muito Mufasa, ela não sabe direito o porquê, já que suas aparências humanas são distintas. Ela conclui que talvez seja pela aparência animal, já que é um tipo de quimera de leão misturado com cavalo. Ela tenta descobrir se o animal de fato existe perguntando a Mufasa, Ubiraci e Sayri e pesquisando mais.
De qualquer forma, a emoção de poder confiar nele é tão grande que transborda para a vida real, e ela passa a confiar muito em Mufasa. Isso também é reforçado por um evento real. No meio da viagem, os guerreiros da expedição sairam todos para investigar um vilarejo de beastmen, deixando dois soldados para vigiar o barco. Amaterasu também ficou pois andava sentindo muitos enjoos. Porém, os beastmen atacaram os que ficaram, derrotaram os soldados e levaram todos como reféns. Amaterasu utilizou seus poderes sociais para conseguir que eles, os prisioneiros, fossem bem tratados. Houve uma guerra contra os beastmen e a cidade deles acabou pegando fogo. Amaterasu ficou encurralada em uma sala e acreditou que fosse morrer, mas então Mufasa apareceu e prometeu a ela que nada de mal aconteceria, e conseguiu salvá-la. Amaterasu passa a confiar muito nele depois disso e revela que é uma solar.
No meio da estação, Amaterasu descobre que está grávida (quase 5 meses). Ela e Tlaloc voltam para Yamato. Com a finalidade de aproveitar o tempo grávida e também aumentar o prestígio da Escola Naval, ela e o marido passam a frequentar. Ela também utiliza seus poderes para ajudar nas negociações da vinda de professores e livros.
Ano 669, estação do Ar
Yamato sempre foi uma cidade mais fechada e que contrária ao novo, Amaterasu passa a usar seus poderes para tentar abrir mais a cidade ao mundo. Nessa estação, a cidade dá um passo a frente nesse empreendimento e passa a ensaiar uma expansão, estabelecendo postos avançados e criando o assentamento de Fuji.
Nessa estação, nascem os filhos gêmeos de Amaterasu e Tlaloc, Ryujin (menino) e Aiko (menina). Após cumprir seu período de resgardo, eles voltam para a expedição, deixando os gêmeos aos cuidados da corte.
Ano 669, estação da Terra
Amaterasu e Tlaloc se juntam a expedição. Ela conhece Ravi e descobre que este também é solar. Ela decide estudar sobre o culto dos iluminados e Unconcquet Sun com ele, pois ele tem muita informação. Ele a ensina um pouco de occult. Ela acredita que ele também foi colocado com eles por desejo do deus, e depois de algum tempo conta a ele que é solar.
Nessa estação há a luta contra os beastmen morcegos. O capitão do barco morre e é enterrado com honras. Amaterasu se torna nova capitã por suas habilidades.
Ano 669, estação da Madeira
Amaterasu e Tlaloc vão ao segundo festival de Tepehlahn e dessa vez ficam na casa da família de Tlaloc. Ela aproveita para buscar os bebês para conhecerem o outro lado da família.
Ano 669, estação do Fogo
A cidade da guilda e alguns pontos ao redor são atacados pelos Lintha, e nossos heróis partem para a defesa de sua região. Eles são bem sucedidos e fazem fama pela região. Ubiraci ajuda compondo músicas sobre seus feitos, que se tornam hits. As crianças passam a brincar de que são membros do grupo. Para se protegerem, também espalham a notícia de que se tratam de semi-deuses.
Ano 669, estação da Água
Amaterasu participa do festival no Ciclo Infinito.
Ao final dessa estação, Amaterasu volta para Yamato para o festival da Calibração, para reverenciar seus ancestrais e ver seus filhos.
Final da Primeira Era
Lyra observa o eclipe solar, simbolo da sua casta, enquanto tenta justificar para si mesma a decisão de seu círculo. Quando criança, um solar apareceu em seu vilarejo, e seu pai resolveu brindar a ele. Porém, ao invés de se sentir honrado e agradecido, o solar se enfureceu com a atitude. Quem era aquele camponês mero mortal que ousava se dirigir a ele? Como punição o solar matou seus pais e irmãos mais velhos. Ela não entendeu como aquele homem que era visto como uma divindade ali pudesse agir de forma tão arbitrária. Por muito tempo e pelo que ela foi ensinada, ela acreditou que seu pai havia sido o errado da história por desrespeitar o solar.
Quando um pouco mais velha, acabou por ocorrer de conhecer um lunar. E ele ao saber da sua história, explicou para Lyra que seu pai não era o culpado, mas o solar. Ele então ficou durante horas contando à ela sobre os abusos que os exaltados cometiam, e dos quais ele próprio havia sido vítima. Ele contou que fora pela intriga do deliberativo que tinham decidido assassinar seu solar, que era um exaltado honrado, e não deram continuidade à investigação. Ele era muito ressentido e, após essa conversa, Lyra jurou para si mesma que tentaria resolver esse problema. O lunar ficou pela região e as vezes aparecia. Quando Lyra exaltou, ele a identificou como a reincarnação daquele seu solar.
Assim, ambos estabeleceram uma organização para a boa convivência de exaltados e humanos, e para preservação da natureza. Dalí, criaram seu próprio círculo. Porém, além desses, a maioria dos membros se uniam a organização quando eram recém-exaltados e sonhadores, depois a abandonavam e integravam o grupo de abusadores da humanidade e da natureza.
Foi quando eles já acreditavam que não havia esperança, que a Sideral apareceu e os contou de como os solares levariam o mundo à ruína se não fossem destruídos. No entanto, os siderais e DBs não poderiam sozinhos acabar com os solares, sem a ajuda de alguns solares. E seu grupo era o mais indicado, por serem ativistas pró humanidade e natureza.
Naquela manhã, Lyra selou o acordo com seu círculo que resultaria no evento chamado posteriormente como Usurpação.
4 Prelúdio de 5 anos (670 – 674)
Ano 670
Amaterasu mobiliza recursos em Yamato para começar a perseguir os cultistas: barcos, soldados, materiais etc. Busca ajuda nas outras vilas e consegue principalmente com os Kin. Ela reveza entre vários navios com o intuito de utilizar seu charm de lealdade com os marujos. O barco dela se chama Ciranda do Sol e da Lua.
Ao realizarem as buscas, os empreiteiros vão mapeando a região e descobrindo novos recursos, como minas e terras férteis. Bases militares são construídas em locais estratégicos. Como é difícil sustentar as bases militares distantes, Amaterasu incentiva o surgimento de burgos ao redor, aproveitando o mapeamento dos recursos que fez.
Ela usa os barcos para coletar futuros colonizadores e arranja financiamentos junto às vilas e aos nobres. Estes são donos de ações dos negócios, mas não são poderes políticos dentro das novas vilas, que se desenvolvem com um sistema político independente. (Yamato e a Amaterasu vão ter ações em todas as vilas que puderem, as outras cidades e personagens também podem ter, mas não é poder político).
Enquanto Amaterasu organiza esse esquema de financiamento e ações, ela cria o Zarlath Highlands Bank, que organiza o sistema e é um banco difundido em toda a região. Sua principal acionista é a própria Amaterasu (não Yamato).
Como essas cidades independentes não tem leis, governantes ou impostos, acabam se desenvolvendo segundo a lógica do livre comércio e organização. Isso faz com que comecem a enriquecer rapidamente. Amaterasu, que está ativamente trabalhando com o banco e aprendendo melhor sobre comércio, percebe isso e influencia sua mãe a também reduzir impostos e burocracias visando um maior crescimento econômico.
Ao final desse ano, ela vai ao festival em Tephalan e depois se recolhe para dar a luz aos seus filhos trigêmeos: Yroshi (o nome de seu personagem no teste de Yamato), Sayri e Mariko. Yroshi e Mariko são enviados para serem criados pela família de Tlaloc, pois o casal não quer deixar todos os herdeiros no mesmo lugar.
Ano 671
Amaterasu se torna cátedra do currículo de comércio da Escola Naval. Passa a usar seu conhecimento de burocracia para melhorar as leis locais e enriquecer Yamato, que passa a receber imigrantes que querem enriquecer.
Ela continua a busca aos cultistas e a colonização de áreas estratégicas ao redor de bases militares.
Amaterasu intermedia a criação das forças armadas internacionais da região: a Zarlath Force (ZAFO). Essa é uma força armada ligada à toda a região, inclusive às novas vilas, e é independente das forças militares de cada vila, tanto em comando e hierarquia, quanto em planos estratégicos.
Ao pegar charms de treinamento e mais war, Amaterasu passa a treinar a Zafo.
Além disso, Amaterasu cria um fundo de ações para seu grupo de exaltados, visando financiar suas ações, pagar seus soldados, e conter outros gastos, assim poderão ser financeiramente independentes de suas vilas.
Ano 672
Amaterasu se empenha em organizar o crescimento de Yamato pela imigração e ajuda a tornar efetivos os bairros imigrantes: “Pequena Techhuakan”, “Novo Ciclo Infinito”, “Kin enraizados”, “Malamet das ilhas”, e um bairro de convertidos ao culto dos iluminados, “cidade das luzes”.
Ela mesma passa a investir em entretenimento temático nesses bairros, nos quais as pessoas poder ir a um restaurante típico ou participar de uma festa daquele povo. As famílias de Yamato logo percebem o sucesso desses empreendimentos e logo todos estão imitando. Assim, cada bairro se transforma em uma espécie de parque da disney daquela vila.
Além disso, ela continua as atividades de procurar cultistas, formar bases militares, estabelecer cidades, buscar financiamento, gerenciar o banco, viajar em barcos diferentes para usar o charm, administrar a conta do grupo, treinar a Zafo, e dar aulas na Escola Naval.
Surge uma deusa da guerra de Zarlath ligada à Zafo, a General Yuno.
Neste ano nascem seus novos gêmeos: Ozai e Gohan.
Ano 673
Ao retornar a Yamato, Amaterasu estava acostumada a treinar a Zafo e passa a treinar também o exército de Yamato. Ela estabelece códigos militares e rotinas de guerra, além disso desenvolve planos militares e estratégias de guerra.
Começa a investigar a urna das exaltações e o suposto solar que apareceu para os morcegos, por meio das informações privilegiadas que possui como liderança militar da região.
A partir deste ano, passa a participar do festival de nascimento de Sayri, na Calibração.
Ano 674
Nesse ano é mais tranquilo, após vencer os cultistas, Amaterasu pode focar em melhorar o exército de Yamato, continuar treinando a Zafo, e em seu banco.
Tem uma gravidez tranquila de uma só filha, Rina.
Ao dormir, sonha com Lyra na primeira era, com manses e artefatos. Um dia ao acordar, Amaterasu vê em sua mão um artefato que vira nos sonhos. Ao explorar o mesmo, ela descobre que o artefato dá o poder de sonhar de forma lúcida, permitindo que ela explore os cenários. Ela passa a usar isso para tentar descobrir pistas do que aconteceu na primeira era.
Relatos da Primeira Era
Somos como pêndulos oscilando entre a Criação e o Caos, e estes dois nunca foram opostos como é comum de se pensar. Durante o dia, enquanto acordados, vivemos em um mundo que acreditamos ser fixo. Durante a noite, nossa consciência se perde no labirinto do subconsciente, um reino do caos. O controle que acreditamos ter de nós mesmos é uma ilusão.
Meu interesse em explorar o subconsciente veio da angústia que sempre me acompanhou desde a perda trágica da minha família. Mesmo fortalecendo minha mente, eu frequentemente tinha pesadelos. O que me levou a compreensão de que os sonhos abriam portas para áreas-chave da consciência. À medida em que eu crescia em poder, explorei os sonhos e as referências que pude, através do caos e das fadas.
Quando não consegui mais informações relevantes, me voltei a Makários e, nessa parceria, fui capaz de conhecer e explorar o que o vulgo não é capaz de sequer imaginar. Através dos sonhos fui capaz de acessar não apenas minha própria mente, mas outros mundos paralelos àquele da Criação, muitos similares e outros completamente alienígenas. Vi o início da Criação, conceitos já desaparecidos, futuros que nunca foram, milhares de apocalípses.
O “mundo real” me passou a ser o mais desinteressante deles, e todos os dias eu ficava ansiosa para dormir e retornar àquela que eu considerava minha realidade. Eu abriria mão de qualquer coisa na Criação para explorar os sonhos e seus segredos. Eu aprendi a ver os prováveis futuros, rastrear influências dos eventos, e até a trazer para a Criação aquilo que eu criava nos sonhos.
Makários se mostrava um guia ávido a ensinar, desinteressado de obter ganhos com isso. Claro que eu sempre soube que ele era paciente e ardiloso, e estaria esperando o momento certo. Porém, hoje admito que minha arrogância me fez subestimá-lo. Eu pensei que estaria sempre um passo a frente e desmontaria seus planos assim que ele desse o bote. E eu fui ávida para ele como João e Maria para a casa de doces, acreditando que enganariam a bruxa facilmente. E até hoje, após conhecer todo o desfecho, eu ainda sinto que apesar de tudo, aceitaria os doces novamente. Para quê a vida, se não para amar perdidamente?
Pois sim, como amei essa realidade e me viciei em seu poder e conhecimento, também me apaixonei por seu senhor. O conhecimento que adquiri, minhas memórias, eu as deixo a salvo no mundo dos sonhos. Através dele, eu alcancei a imortalidade, pois sou capaz de me infiltrar nele e viver através das eras.
Lista de cidades independentes
Akhenaton - na qual prosperou o culto ao Sol. Eles estudam o livro de Ganesha.
Ur - onde prosperou o culto a Luna.
Luxor - construída em volta de minas de ouro, essa cidade se tornou muito rica, e é uma das parceiras de Yamato, que fabrica jóias.
Santa Muerte - com cultura de Yamato e ligada ao culto dos ancestrais, é nomeada em homenagem à deusa da cidade, Santa Muerte.
Saitama e Hiroshima - também predomina a cultura de Yamato e o culto ancestral.
Ancapistão - rejeita toda forma de governo e se baseia só na iniciativa privada. Será que dará certo?
Comunistão - toda renda é dividida igualmente para todos de acordo com suas necessidades. Essa cidade rejeita a propriedade privada. Será que dará certo?
Burgos - uma cidade voltada ao comércio e com cultura diversificada.
Esparta - a mais militarizada das cidades e sede da Zafo.
Lista de filhos de Amaterasu e Tlaloc
Ryujin (menino) – (669 Ar) Herdeiro
Aiko (menina) – (669 Ar)
Yroshi (menino) – final de 670 – criado em Tephelau
Sayri (menina) – final de 670
Mariko (menina) – final de 670 – criada em Tephelau
Ozai (menino) – meio de 672
Gohan (menino) – meio de 672
Rina (menina) – final de 674
Interlúdio anos 674 – 680
Exploração e recursos
Amaterasu continua a fazer expedições com fins de encontrar recursos valiosos na região (minas, jazidas, terrenos férteis, etc). Assim que encontra, faz estimativas do quanto vai custar para realizar as explorações e vende ações de investimento. Como já vinha fazendo isso há alguns anos, surge um novo mercado que é o de revenda de ações, assim através do banco, Amaterasu negocia ações que os investidores originais querem vender, e ganha uma porcentagem dessa negociação. Esse novo mercado ganha força e todas as cidades passam a fazer feiras de negociações de títulos de tempos em tempos, o que é muito aguardado pelas classes altas locais.
Amaterasu percebe também que só a classe alta faz esses grandes investimentos e passa a realizar investimentos menores, com títulos mais baratos, que a classe média também pode comprar. Essas ações são principalmente de pequenos comércios locais como tabernas ou casas de chá.
Ela faz uma conta separada da sua pessoal para seu grupo de exaltados, assim o grupo tem seus investimentos e ganha lucros.
União regional
Utilizando os conhecimentos que Ravi ganhou em seus estudos com o bodsatva, o grupo reune intelectuais locais para disseminar mitos fundadores da região através de músicas feitas por Ubiraci. As músicas e mitologias, embora semelhantes e universais, são personificadas para cada cidade. Por exemplo, em uma cidade que vive da agricultura, se tenta fazer analogias com esta atividade. Em Yamato, se faz analogias com a vida nas ilhas e se enfatiza que aqueles são os ancestrais da região. Em Tephalan, há ênfase no culto ao Sol. Assim, apesar da mitologia ser semelhantes e as histórias terem os mesmos fundamentos, são contadas de uma forma adaptada à cada cultura, promovendo os aspectos que unem a região enquanto se celebra o que torna cada cidade única.
Além disso, Amaterasu continua trabalhando para promover uma união militar regional, criando acordos militares que visam todas as cidades declararem guerra a qualquer cidade da região que for atacada.
Pesquisas no sonhar
Amaterasu utiliza o artefato recebido por Makários que torna os sonhos lúcidos, assim ela passa a procurar pistas nos sonhos a respeito da prisão das exaltações. Ela repara como era o clima da região, como era a geografia (embora saiba que a geografia mudou muito em centenas de anos, coisas mais duradouras devem ter restado). Procura descobrir se Lyra sabia onde a prisão estaria localizada e, a partir disso tentar visualizar o local em sonho ou ter uma ideia de onde era. (Não sei se isso é possível, pois talvez isso foi apagado pelos siderais).
Um efeito colateral dessas explorações de sonhos é que, pelo menos no princípio, ela estava aprendendo e não controlava muito os sonhos ou para onde eles iam. Assim, ela acabou obtendo muitas informações paralelas das cenas que ela via da Primeira Era. Coisas que não estava buscando e não eram diretamente do seu interesse começaram a surgir, por exemplo, ela teve alguns sonhos de memórias de Lyra tomando lições de etiqueta à mesa logo após exaltar. Amaterasu toma notas dessas curiosidades e, como o passar do tempo e acúmulo de informações, escreve um livro sobre cultura e curiosidades da Primeira Era. Esse livro é pessoal e não foi compartilhado.
Após pegar mais prática nos sonhos lúcidos, ela aprende a evocar algumas cenas de seu passado e, no início, só observar. Uma vez conversando com o Makários, este sugere que ela interaja com as cenas. Ela passa a fazer isso e gosta dos resultados. Então ela faz testes de conversar com pessoas nos sonhos antes de conversar na vida real, e percebe que isso é muito bom para praticar, mas também para estudar como seria a reação deles. Ela fica surpresa e não sabe explicar como os sonhos são tão acurados em relação a algumas coisas que aparecem nos sonhos, e depois se repetem na vida real. Ela não sabe se é coincidência, se é o Makários que faz isso, se os sonhos são uma dimensão paralela onde sombras das pessoas reais existem, e várias outras teorias que ela levanta. Independente das teorias, considera muito útil explorar as coisas por meio dos sonhos.
Amaterasu utiliza esse novo recurso para explorar a região, e isso se torna muito útil quando ela vai na vida real, de barco, explorar a região. As taxas de acerto são surpreendentes para encontrar novos recursos como minas ou madeiras raras. No começo, ela utiliza para esses objetivos mais materiais, de enriquecer e levar vantagem nas coisas. Depois de um tempo, ela cansa disso e passa a explorar aspectos mais sérios como tentar aprender occult. Nesse momento, Makários passa a aparecer com mais frequência e guiar ela pelos conhecimentos. É claro que Amaterasu desconfia dele, mas ela também acha que pode enganar e levar vantagem sobre ele.
Ela passa a evocar imagens oníricas de personagens da Primeira Era (que conheceu em seus sonhos) e conversar com eles, tentando ganhar informações úteis ou aprender. Evoca sua própria exaltação passada, Lyra, para conversar e tentar aprender mais. A deusa da guerra de Zarlath, a General Yuno, favorece esses acordos de guerra.